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Bolsonaro diz que empresários acreditam no governo, após carta cobrando mudanças

DANIEL CARVALHO E RICARDO DELLA COLLETA
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Um dia após mais de 500 economistas, banqueiros e empresários do país assinarem e divulgarem uma carta aberta em que pedem medidas mais eficazes para o combate à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o empresariado acredita em seu governo. "Eu agradeço a todos vocês por acreditarem no Brasil e acreditarem no nosso governo", disse Bolsonaro nesta segunda-feira (22) ao dirigir-se a empresários que participavam da cerimônia para marcar parceria com dez empresas que passam a patrocinar ações do Programa Águas Brasileiras, para revitalização de rios. Mais tarde nesta segunda, Bolsonaro voltou a se referir à carta e reafirmou que é contra a adoção de um lockdown —regras rígidas de restrição de circulação— no país, como é sugerido pelos signatários do documento. "Querem, alguns setores importantes da sociedade, outros não tão importantes, que eu decrete um lockdown nacional ou regional", disse Bolsonaro, em outra cerimônia no Planalto. Em seguida, o presidente voltou a distorcer declarações de um emissário da OMS (Organização Mundial da Saúde) para argumentar que a entidade seria contrária à adoção de lockdowns como medida de enfrentamento ao vírus. Na verdade, o emissário citado por Bolsonaro disse que a OMS acredita que o lockdown se justifica quando o país ou região precisa ganhar tempo para reorganizar seu sistema de saúde, diante de uma forte pressão, mas que a ação não deveria ser a política principal de combate à Covid-19. "Alguns no Brasil querem que eu decrete um lockdown, me chamam de negacionista ou de ter um discurso agressivo. Respeitem a ciência, [lockdown] não deu certo. Não estou afrontando ninguém, estou seguindo a OMS. Não pode transformar os pobres em mais pobres", discursou Bolsonaro. Apesar de o Brasil viver o pior momento da pandemia, com recordes diários de mortes e escassez de leitos, remédios para intubação e vacinas, Bolsonaro também disse nesta segunda que "estamos dando certo apesar de um problema gravíssimo que enfrentamos desde o ano passado" e que "o Brasil vem dando exemplo". "Somos um dos poucos países que está na vanguarda na busca de soluções", afirmou o presidente. A carta divulgada pelos mais de 500 economistas, banqueiros e empresários chama a atenção para o atual momento crítico da pandemia e de seus riscos para o país, e também detalha medidas que podem contribuir para aliviar o que consideram um grave cenário. “Estamos no limiar de uma fase explosiva da pandemia e é fundamental que a partir de agora as políticas públicas sejam alicerçadas em dados, informações confiáveis e evidência científica. Não há mais tempo para perder em debates estéreis e notícias falsas. Precisamos nos guiar pelas experiências bem-sucedidas, por ações de baixo custo e alto impacto, por iniciativas que possam reverter de fato a situação sem precedentes que o país vive”, afirma a carta. O texto não cita o nome de Bolsonaro. O documento afirma que a postura adotada por líderes políticos pode fazer diferença tanto para o bem quanto para o mal e, dependendo, reforçar normas antissociais, dificultar a adesão da população a comportamentos responsáveis, ampliar o número de infectados e de mortes e aumentar os custos que o país incorre. "O desdenho à ciência, o apelo a tratamentos sem evidência de eficácia, o estímulo à aglomeração e o flerte com o movimento antivacina, caracterizou a liderança política maior no país", afirmam os signatários da carta. Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou em 11 de março, a recente repaginação do discurso de Bolsonaro e a adoção de uma retórica pró-vacina foram motivadas, entre outros pontos, pelo temor de uma perda de apoio empresarial ao governo. Recentemente, Bolsonaro passou a defender a vacinação e, nos últimos dias, tem aparecido em público usando máscara. Diferentemente do que era rotina na sede do Executivo, no evento desta segunda-feira, todos usavam máscaras. Dos seis oradores da cerimônia, metade retirou a proteção para falar na tribuna, inclusive Bolsonaro.