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Bolsonaro diz que auxílio emergencial deve durar mais 3 meses, em parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300

Paulo Guedes, Jair Bolsonaro e tradutora durante live (Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (25) que o auxílio emergencial de R$ 600 deverá ser prorrogado por mais três meses, com parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

Bolsonaro comentou o assunto durante sua live semanal, na qual foi acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dois, no entanto, afirmaram que esse modelo ainda está sendo estudado.

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Paulo Guedes disse que a ideia foi do próprio Bolsonaro e a chamou de "espetacular", acrescentando que, com ela, "a economia conseguirá andar".

Bolsonaro, então, disse que os números ainda não estavam definidos, mas que o auxílio de R$ 600 seria prorrogado por mais "dois meses", passando por uma "adequação". Depois, ambos explicaram que esse total de R$ 1.200 seria, na verdade, diluído em três parcelas. "Deve ser dessa maneira", disse Bolsonaro.

"É uma ideia muito boa, porque estávamos em R$ 600, e na medida em que a economia começa a se recuperar, as pessoas vão se adaptando. Foi sua ideia. O senhor deu uma ideia espetacular", disse Guedes.

No fim da live, o ministro retomou o assunto e disse que o governo seguirá com o auxílio "por mais três meses, R$ 500, R$ 400 e R$ 300", esclarecendo que as parcelas deverão ser mensais.

Além do anúncio da extensão do benefício, o ministro da Economia afirmou que o governo depositará mais uma parcela do auxílio emergencial até sábado (27).

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Queda do PIB

Na live desta quinta, Paulo Guedes falou com otimismo sobre a economia e disse que "o Brasil vai surpreender" após a pandemia, prometendo a retomada da agenda de reformas – citando, entre elas, a reforma tributária. O ministro disse que, num primeiro momento, a prioridade do governo será elaborar legislação para "acabar com o desemprego em massa" decorrente da pandemia.

Guedes também foi questionado sobre a sua previsão de queda do PIB brasileiro em 2020. Ele disse que era difícil fazer qualquer previsão, porque a economia é um "organismo vivo" que reage aos acontecimentos.

"Tem gente falando que o PIB vai cair 10%, outros falando 4%. Todos os modelos falham, ninguém sabe a resposta e as pessoas começam a chutar", disse.

Guedes também fez uma crítica à previsão do FMI (Fundo Monetário Internacional), que falou que o PIB brasileiro deve cair 9%, dizendo que a funcionária do órgão que elaborou a análise "não conhecia nada do Brasil".

"Acho que eles vão errar e vai ser menos do que isso. Gosto do FMI, é um pessoal muito legal, mas a menina que fez a previsão é uma moça da Coreia que está estreando na função. Veio conversar comigo e não conhecia nada de Brasil. Conversamos meia hora, uma hora, ela saiu daqui e botou -9. Eu acho que ela vai passar aperto no fim do ano com essa previsão."

"Mas vamos ver, também não vou dizer que está errado e nem que está certo. Só digo que não é possível fazer uma previsão dessa num momento como esse", concluiu Guedes.

Ministro domina transmissão

A maior parte da live teve comentários do titular da Economia, com algumas intervenções de Bolsonaro, que pouco falou, quando comparado às suas transmissões habituais nas redes sociais.

O presidente não comentou os desdobramentos da prisão de Fabrício Queiroz, na semana passada, e nem as implicações do caso em relação a seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Ele também não abordou outros temas polêmicos, como o inquérito das fake news, as investigações sobre deputados e apoiadores bolsonaristas e a organização de atos antidemocráticos e nem fez críticas diretas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro citou brevemente a nomeação de Carlos Decotelli para o Ministério da Educação, dizendo que "foi uma escolha difícil" e desejou boa sorte ao substituto de Abraham Weintraub.

O presidente também disse esperar "não trocar mais nenhum ministro", elogiando, em seguida, o trabalho do general Eduardo Pazuello, que chefia interinamente a pasta da Saúde em meio ao coronavírus. Ele disse que Pazuello poderá ser substituído caso encontre um "médico que também seja bom gestor".

"Ele [Pazuello] está indo muito bem, a parte da gestão está excepcional, algo nunca visto na história do Brasil. Sabemos que ele não é médico, mas está com uma equipe fantástica. Muitos querem que a gente coloque um médico, mas é difícil um médico ser gestor também. Mas caso apareça um médico gestor, a gente conversa com o Pazuello e vê como fica", disse o presidente.

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