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Bolsonaro diz que autoridades que pedem passaporte da vacina estão extrapolando

·2 min de leitura
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  30-11-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, ao lado da ministra Flávia Arruda (E) (Secretaria de Governo) e da deputada Bia Kicis (D) (PSL-DF), durante saudação à um grupo de militantes ao final do evento. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 30-11-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, ao lado da ministra Flávia Arruda (E) (Secretaria de Governo) e da deputada Bia Kicis (D) (PSL-DF), durante saudação à um grupo de militantes ao final do evento. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (2) que órgãos que cobram apresentação de certificado da vacinação contra a Covid estão "extrapolando".

"Entendo que aquelas autoridades, outras, que estão exigindo passaporte vacinal, calcadas numa lei de fevereiro do ano passado, onde não existia vacina ainda, estão extrapolando", disse o presidente em evento no Palácio do Planalto.

Bolsonaro não citou nomes dos órgãos que estão cobrando a vacinação. Alguns prefeitos e governadores fazem essa exigência para liberar a entrada em locais fechados, shows e outros eventos.

A lei mencionada pelo presidente é a 13.979/2020, que determina que o governo pode adotar medidas restritivas em resposta à pandemia, como a vacinação e o controle de entrada de viajantes.

As declarações de Bolsonaro forma feitas durante evento sobre o auxílio que o governo irá conceder para famílias pobres comprarem gás de cozinha.

Desde o dia 12 de novembro o governo ignora pedido da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de cobrar o passaporte da vacina de quem entra no Brasil, como revelou o jornal Folha de S.Paulo.

No mesmo evento, o presidente voltou a apostar no discurso negacionista e lançou dúvida sobre a segurança e eficácia das vacinas. "Não façamos da vacina um cavalo de batalha para objetivar fins políticos lá na frente", disse.

A descoberta da variante ômicron disparou o alerta de diversos países. O governo Bolsonaro decidiu barrar a entrada de viajantes de seis países africanos: África do Sul, Botsuana, Suazilândia (Eswatini), Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A Anvisa ainda pede para fechar a fronteira com outras quatro nações (Angola, Maláui, Moçambique e Zâmbia), mas o governo cobra mais dados antes de bater o martelo.

O presidente voltou a afirmar que o Brasil não suportaria novo "lockdown". "O vírus será para sempre, não podemos, nós não aguentaremos mais novo lockdown", declarou.

Apesar da fala de Bolsonaro, o Brasil não fez lockdown, o confinamento radical para combater a transmissão do coronavírus, durante a pandemia. Nesse tipo de intervenção, a população tem a mobilidade muito reduzida por um período determinado, como estratégia para conter a disseminação.

Em entrevista à Folha de S.Paulo na última sexta (26), o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, defendeu a cobrança da vacinação nas fronteiras. Ele disse que a medida ainda evitaria o turismo antivacina no Brasil, uma vez que, para escapar de barreiras impostas em outras nações, pessoas não vacinadas podem enxergar o país como um destino favorável.

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