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Bolsonaro diz que Amazônia "é úmida e não permite propagação do fogo", em discurso na ONU

João Conrado Kneipp
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Discurso de Bolsonaro na Assembleia da ONU fez uma defesa ao agronegócio e negou a crítica situação das queimadas nos biomas do país. (Foto: Reprodução/TV Brasil)
Discurso de Bolsonaro na Assembleia da ONU fez uma defesa ao agronegócio e negou a crítica situação das queimadas nos biomas do país. (Foto: Reprodução/TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em seu discurso na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), que a Floresta Amazônica é “úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior”.

Bolsonaro culpou os povos indígenas e os povos nativos da floresta por parte das queimadas na Amazônia, e disse que seu governo é vítima de uma das mais ferozes campanha de desinformação sobre o desmatamento na Amazônia e no Pantanal.

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas. Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação”. afirmou Bolsonaro.

O presidente chamou o agronegócio de “pujante” e ressaltou o papel do Brasil na produção de alimentos em escala global. “No Brasil, apesar da crise mundial, a produção rural não parou. O homem do campo trabalhou como nunca, produziu como sempre. O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado”.

Ataque à Venezuela e combate à “Cristofobia”

Depois de realizar a defesa de sua gestão na área ambiental, Bolsonaro atacou a Venezuela acusando o país de ter provocado derramamento de óleo que atingiu o Brasil no ano passado.

“Em 2019, o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano", apontou Bolsonaro, que alegou estar trabalhando para abrir vizinhos “deslocados por causa da ditadura bolivariana".

O presidente fez um apelo pela “liberdade religiosa” e pediu combate à “Cristofobia". Ressaltou também que o país, segundo ele, está preocupado com o terrorismo em todo o mundo.

Na sequência, Trump ataca China

Os discursos de mais de centenas de países membros da organização estão programados para os próximos oito dias.

Na sequência de Bolsonaro, discursarão os presidentes Donald Trump (Estados Unidos), Tayyip Erdogan (Turquia), Xi Jinping (China) e Sebastián Piñera (Chile).

Nas próximas semanas, a ONU organizará várias reuniões temáticas virtuais sobre a Covid-19, a luta contra a mudança climática, o Líbano, Líbia, a biodiversidade, entre outros temas.