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Bolsonaro defende redução do número de cidades prevista no pacto federativo

Raphael Di Cunto

Em live nas redes sociais, presidente afirmou que país teve uma ‘indústria de criação de cidades’ que não tem como se sustentar O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira, em live nas redes sociais, a redução no número de municípios proposta por seu governo no âmbito do pacto federativo. Bolsonaro disse que existem cidades que não tem dinheiro próprio suficiente nem para pagar o salário do prefeito.

“Lá atrás teve uma indústria de criação de municípios, não tem como se sustentar”, disse. Ele afirmou que não assinou a proposta, protocolada pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), para que a tramitação começasse primeiro pelos senadores, mas que assinaria tranquilamente a medida.

Bolsonaro e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em live no Facebook

Reprodução Facebook

O projeto obriga a incorporação de cidades com menos de cinco mil habitantes que não tiverem um determinado índice de arrecadação própria. Apesar do discurso favorável, ele afirmou que aceitará se o Congresso tiver uma decisão diferente e rejeitar a proposta.

“Câmara e Senado são autônomos e vão decidir se a proposta vai para a frente ou não e se vai ser aperfeiçoada ou não, sem problema nenhum”, disse.

Ele falou sobre o assunto ao lembrar a inauguração de um conjunto do Minha Casa Minha Vida com 4,1 mil unidades em Campina Grande (PB). Lá, afirmou, devem morar 16 mil pessoas, “mais do que em dois mil municípios do Brasil”.

Além disso, o presidente destacou, ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, a redução dos juros do cheque especial, cartão de crédito e dos empréstimos para habitação já anunciados pelo banco, mas negou que tenha interferido para que isso ocorresse, como foi no governo Dilma Rousseff.

“Todo mundo fica curioso, quer saber se vai baixar, se não vai. Eu também não sei. A minha torcida é sempre para diminuir”, disse Bolsonaro. “O que é importante é que tanto o senhor como meu chefe, o ministro [da Economia] Paulo Guedes, nunca me pressionaram para reduzir os juros, a Caixa fez isso porque quis”, auxiliou Guimarães.

O presidente da Caixa reforçou depois, ao falar da redução dos juros do cartão de crédito, que a redução da taxa Selic, taxa básica de juros da economia e que está em seu menor patamar histórico, tem sim reflexos no banco.