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Bolsonaro defende Flávio, critica investigação do MP e Witzel

Senador Flávio Bolsonaro e presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira (20) o filho, o senador Flávio Bolsonaro, e criticou o Ministério Público do Rio de Janeiro pela investigação sobre supostas movimentações financeiras irregulares do atual senador e ex-deputado estadual fluminense, e também lançou ataques contra o governador do RJ, Wilson Witzel.

"Você já viu o MP do Estado do Rio de Janeiro investigar qualquer pessoa, qualquer corrupção, qualquer deslize, qualquer agente público do Estado? E olha que o Estado mais corrupto do Brasil é o Rio de Janeiro", disse Bolsonaro a jornalistas na saída do Palácio do Alvorada.

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"Vocês já perguntaram para o governador Witzel por que a filha do juiz Itabaiana está empregada com ele?", acrescentou, em resposta irritada ao ser questionado sobre novos desdobramentos das investigações sobre Flávio.

O juiz Flávio Itabaiana foi o responsável por autorizar buscas e apreensão e quebras de sigilo bancário, fiscal e de dados telefônicos de uma série de envolvidos com o caso de Flávio Bolsonaro, como o ex-assessor Fabrício Queiroz, familiares e a ex-mulher de Bolsonaro.

De acordo com o MPRJ, um esquema de desvio de salários de funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro bancou a compra de dois apartamentos em Copacabana e a participação do parlamentar na sociedade de uma franquia de uma rede de chocolates.

Segundo Bolsonaro, a loja de chocolates de Flávio tem alto faturamento porque o senador conhece muitas pessoas importantes que são clientes do estabelecimento. "Desde o ano passado investigam o meu filho e não acharam nada", afirmou.

A OPERAÇÃO

Flávio, o policial militar aposentado Fabrício Queiroz e outros ex-assessores de seu gabinete foram alvo de uma operação de busca e apreensão na quarta. Agentes estiveram na loja de chocolates do senador.

Ele é dono de 50% de uma franquia da Kopenhagen desde janeiro de 2015. A empresa é citada em um relatório do antigo Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) que descreve oito transferências que somam R$ 120 mil dela para o senador entre agosto de 2017 e janeiro de 2018.

O relatório do Coaf é do ano passado. A empresa também teve sigilo bancário e fiscal quebrado pela Justiça em abril deste ano.

da Reuters