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Bolsonaro defende CPI para investigar presidente da Petrobras após novo reajuste

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***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  24-05-2022 - O presidente Jair Bolsonaro, durante cerimônia de sanção do projeto de Lei Henry Borel, de proteção das crianças e adolescentes contra violência. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, BRASIL, 24-05-2022 - O presidente Jair Bolsonaro, durante cerimônia de sanção do projeto de Lei Henry Borel, de proteção das crianças e adolescentes contra violência. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou o novo reajuste da Petrobras de "traição com o povo brasileiro" e afirmou que está articulando com a cúpula da Câmara dos Deputados a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a direção da Petrobras.

"Conversei agora há pouco com o Arthur Lira (PP-AL), ele está neste momento reunido com líderes partidários. A ideia nossa é propor uma CPI para investigarmos o presidente da Petrobras [José Mauro Ferreira Coelho], os seus diretores e também o conselho administrativo e fiscal", declarou Bolsonaro, durante entrevista a uma rede no Rio Grande do Norte.

"Porque nós queremos saber se tem algo errado nessa conduta deles. É inconcebível conceder um reajuste com combustível lá em cima e com os lucros exorbitantes que a Petrobras está tendo."

"É uma traição para com o povo brasileiro. O presidente da Petrobras, seus diretores e seu conselho traíram o povo brasileiro. O lucro da Petrobras é uma coisa que ninguém consegue entender, algo estúpido. Ela lucra seis vezes mais do que a média das petrolíferas no mundo inteiro", afirmou.

Durante a entrevista, Bolsonaro também afirmou que o comando da Petrobras está "boicotando" o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que tenta substituir José Mauro e outros membros do conselho.

"Na troca, a gente pode colocar gente competente lá dentro [da Petrobras] para poder entender o fim social da empresa e não conceder esse reajuste, que destrói a economia brasileira e leva inflação para toda a população. Leva perda de poder aquisitivo para toda a população, que já vive uma situação bastante crítica no tocante ao seu poder aquisitivo", afirmou Bolsonaro.

Ele disse ainda que a CPI "é o caminho" para "colocar a nu todos aqueles que comandam esse processo irracional de aumento dos combustíveis no Brasil."

"Entenda que, [com] uma CPI investigando o presidente [da Petrobras], os diretores e o pessoal dos conselhos, nós vamos botar um ponto final nisso. A coisa mais importante é trocar o presidente e os diretores da Petrobras. Esperamos conseguir fazer isso nos próximos dias."

O atual presidente da estatal, José Mauro Coelho, foi indicado para o cargo pelo governo para suceder Joaquim Silva e Luna —demitido por Bolsonaro por reajustar os preços da estatal.

Coelho é o terceiro comandante da Petrobras demitido por Bolsonaro em seu mandato.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17) reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel, alegando que o mercado de petróleo passou por mudança estrutural e que é necessário buscar convergência com os preços internacionais.

Após 99 dias sem aumentos, o preço médio da gasolina nas refinarias da estatal passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. Já o preço do diesel passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último ajuste ocorreu há 39 dias.

Na quinta (16), o conselho de administração da companhia rejeitou pedido do governo para evitar reajustes, defendendo que a definição de preços é atribuição da diretoria executiva. A reunião havia sido convocada a pedido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).

O pedido foi uma última cartada do governo para tentar evitar o aumento em meio ao esforço para aprovar um pacote de medidas para tentar reduzir os preços, que, segundo o presidente Bolsonaro, poderia baixar os preços da gasolina e do diesel em R$ 2 e R$ 1 por litro, respectivamente.

Na manhã desta sexta-feira (17), o chefe do Executivo retomou críticas à Petrobras e disse que a empresa "pode mergulhar o Brasil num caos".

"Seu presidente, diretores e conselheiros bem sabem o que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo."

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que "vai para o pau" para "rever tudo de preços" de combustíveis. Ele também defendeu a demissão do presidente da Petrobras e disse que vai trabalhar para taxar o lucro da petroleira.

"Eu liguei para Zé Mauro [presidente da Petrobras] ontem [quinta, 16]. Pedi para ele não dar aumento, [disse]: 'você está trabalhando contra, o que se espera da Petrobras é outra coisa'; e falei que ia fazer um trabalho para demitir ele, vou propor com o governo para taxar o lucro da Petrobras. Ele [respondeu]: 'não é bem assim, é o conselho [de administração], não estou postergando a minha saída'", disse Lira.

O PP de Lira e Nogueira foi um dos partidos mais atingidos pela Lava Jato, que investigou o escândalo de desvios de verbas da Petrobras.

Foi do partido, inclusive, o primeiro parlamentar condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) com base na operação. O ex-deputado Nelson Meurer, de acordo com denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), recebeu propina em troca de apoio à nomeação e permanência de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Meurer morreu em julho de 2020, de Covid.

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