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Bolsonaro critica beneficiários do Auxílio Brasil

Bolsonaro criticou beneficiários do Auxílio Brasil, afirmando que estão acostumados a não terem profissão (John Nacion/STAR MAX/IPx 2022 )
Bolsonaro criticou beneficiários do Auxílio Brasil, afirmando que estão acostumados a não terem profissão (John Nacion/STAR MAX/IPx 2022 )
  • Presidente afirmou que população mais pobre está acostumada a não ter profissão;

  • Bolsonaro também voltou a questionar dados sobre fome no Brasil;

  • Falas foram ditas durante entrevista à Rede Viva nesta quarta-feira (21).

Em entrevista à Rede Viva nesta quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro criticou os dependentes do Auxílio Brasil ao afirmar que eles estão acostumados a não terem profissão e que por isso não estão acostumados a buscar emprego.

Apesar de não ter citado diretamente o programa de transferência de renda, Bolsonaro aproveitou a oportunidade para indiretamente criticar seu principal adversário na corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tirar as pessoas da linha da pobreza é um trabalho gigantesco, são pessoas que foram ao longo dos anos acostumadas a não se preocupar, ou o Estado negar uma forma de ela aprender uma profissão", disse o presidente.

Bolsonaro continuou sua fala, afirmando que dentre as profissões escolhidas pelos beneficiários do Auxílio Brasil, a maior parte não precisa de estudo para ser realizada.

"Por exemplo, você quer vender uma carrocinha de cachorro-quente na praça. Você não tem que ter estudo para isso, com todo o respeito. Você tem que entrar com o pedido de alvará e a prefeitura conceder", argumentou.

Durante a entrevista, Jair Bolsonaro voltou a questionar a veracidade do número de pessoas que estão em risco de fome. Em sua fala, o presidente do Brasil citou os dados de Santa Catarina, onde 500 mil pessoas passam por insegurança alimentar moderada.

"O outro candidato foi em Santa Catarina e disse que lá tinham 500 mil pessoas passando fome. Tem gente passando fome? Tem, mas não nesse número todo", duvidou.

Essa não é a primeira vez que o presidente e sua equipe questionam os dados da Rede Penssan, que apontam que o Brasil tem cerca de 33 milhões de pessoas em risco alimentar. Em agosto, o presidente afirmou durante entrevista ao programa Pânico que "não vê alguém pedindo pão na padaria".

Mais cedo nesta semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também disse ter dúvidas sobre a questão da fome no país, não acreditando nos dados que apontam que o Brasil retrocedeu 30 anos no combate à miséria.