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Bolsonaro costura apoio ao Centrão para escapar de impeachment e sonhar com reeleição

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura
Arthur Lira é o candidato apoiado por Bolsonaro para assumir o comando da Câmara. (Foto: Reprodução/Facebook)

Com a popularidade em queda, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aposta nas vitórias de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado para afastar de vez qualquer possibilidade de impeachment e, em um segundo momento, planejar a campanha para sua reeleição.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro pretende, com o Centrão no comando do Congresso, pôr em votação pautas ligadas à extrema-direita, reforçar programas sociais e conseguir a aprovação de reformas econômicas, pilares para a campanha presidencial de 2022.

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Bolsonaro mobilizou ministros para que a estrutura do governo estivesse à disposição do aliado para consolidar seu apoio na Casa, loteando ministérios e distribuindo emendas. Assessores no Planalto dão como certa uma reforma ministerial que ampliará o espaço de legendas como Progressistas, PSD, PL e Republicanos. Hoje, o governo tem 23 ministérios, oito a mais do que os 15 prometidos na eleição.

O próprio Bolsonaro admitiu que pode recriar as pastas da Cultura, do Esporte e da Pesca. “Se tiver um clima no Parlamento, pelo que tudo indica as duas pessoas que nós temos simpatia devem se eleger, não vamos ter mais uma pauta travada, a gente pode levar muita coisa avante, quem sabe até ressurgir os ministérios, esses ministérios”, afirmou.

Além do apoio no Legislativo, o objetivo da reforma ministerial é amarrar o maior número de legendas de centro-direita ao governo. Bolsonaro quer limitar o número de possíveis adversários desse campo em 2022, na esperança de protagonizar um segundo turno com um nome da esquerda e, assim, reeditar a polarização com o PT de 2018.

Na última semana, pesquisa Datafolha apontou o aumento de oito pontos percentuais na reprovação ao governo Bolsonaro, que passou de 32% para 40% e superou novamente a aprovação, que caiu de 37% para 31%, em meio ao agravamento da crise causada pela pandemia de coronavírus.