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Após ir em manifestação, Bolsonaro critica 'histeria' por coronavírus e ironiza opositores

Presidente Jair Bolsonaro tira selfie com seus fãs em protesto no Palácio do Planalto em Brasília, em meio a surto de coronavírus, no domingo, 15 de março de 2020. Foto: Sergio Lima/AFP via Getty Images

Após contrariar recomendações sanitárias e interagir com manifestantes neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que não se pode tratar a crise do coronavírus com "histeria". Criticado pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro desafiou os dois parlamentares a ir às ruas para ver "como são recebidos".

“Com toda certeza, muitos pegarão isso, independentemente dos cuidados que tomem. Isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Devemos respeitar, tomar as medidas sanitárias cabíveis, mas não podemos entrar numa neurose, como se fosse o fim do mundo” afirmou o presidente, em entrevista à CNN Brasil.

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Bolsonaro foi criticado na noite deste domingo por Maia e por Alcolumbre. Questionado sobre a posição dos presidentes do Legislativo, afirmou que eles deveriam ir às ruas como ele. Em seguida, disse que poderia ir ao Congresso para conversar com os dois ou recebê-los no Palácio da Alvorada.

“Gostaria que eles saíssem às ruas como eu. A resposta é essa”, disse o presidente. “Prezado Davi Alcolumbre, prezado Rodrigo Maia, querem sair às ruas? Saiam às ruas e vejam como vocês são recebidos, tá certo?”, completou.

Na mesma entrevista, Bolsonaro relembrou o vírus H1N1, em 2009, que matou mais de 150 mil pessoas no mundo, sendo 2.191 no Brasil.

“Tivemos vírus muito mais graves que não provocaram essa histeria. Certamente tem um interesse econômico nisso. Em 2009 teve um vírus também e não chegou nem perto disso. Mas era o PT no governo aqui e os democratas nos Estados Unidos”.

Ele ainda discordou do cancelamento dos jogos de futebol. A CBF anunciou que todas as suas competições estão paralisadas, assim como a Federação Mineira. Outras federações estaduais discutem nesta segunda (16) a sequência dos campeonatos.

“Você cancelar jogos de futebol contribui para o histerismo. A CBF poderia pensar em vender uma carga de ingressos de acordo com a capacidade dos estádios. Porque cancelar não vai conter o vírus. A economia não pode parar. Vai gerar desemprego”.

*Com informações de O Globo

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