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Bolsonaro sanciona desoneração da folha de 17 setores

·2 min de leitura
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  14-12-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro participa de evento de lançamento programa Rodovida 2022, da Polícia Rodoviária Federal, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 14-12-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro participa de evento de lançamento programa Rodovida 2022, da Polícia Rodoviária Federal, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou nesta sexta-feira (31) o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento de 17 setores. 

Bolsonaro também sancionou a isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para taxistas. 

A desoneração da folha acabaria no fim deste ano, mas os empresários pressionaram, e o Congresso estendeu a política até o final de 2023. 

O Ministério da Economia apontou necessidade de uma compensação, já que a medida gera uma renúncia de receitas de cerca de R$ 9 bilhões ao ano. 

A desoneração permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%.

O parecer das receitas no Orçamento de 2022 foi aprovado sem essa estimativa, daí a necessidade de compensar a arrecadação menor. Trata-se de uma exigência da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). 

Por isso, o governo prepara cardápio de medidas que inclui prorrogar o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de crédito e manter a maior taxação sobre os bancos. 

Em setembro, Bolsonaro editou um decreto que elevou a alíquota anual do IOF sobre operações de crédito para pessoas jurídicas de 1,5% para 2,04%. Para pessoas físicas, a alíquota passou de 3% para 4,08%. 

A previsão original era que a sobretaxa vigorasse apenas até 31 de dezembro de 2021. Agora, ela deve se estender até o fim de 2022. A arrecadação deve ficar acima dos R$ 5 bilhões com essa medida. 

O valor, porém, é insuficiente para compensar sozinho a extensão da desoneração da folha. Por isso, o governo também vai manter a taxação maior sobre bancos. 

Em março, Bolsonaro elevou a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre essas instituições, de 20% para 25%. Na época, a medida compensou a decisão de zerar tributos federais sobre diesel e gás de cozinha. O prazo da medida também seria 31 de dezembro deste ano. 

Agora, a alíquota deve ser mantida em 25%. A arrecadação deve ficar pouco acima dos R$ 3 bilhões. 

A permissão foi criada há dez anos como forma de reduzir os custos sobre a contratação de mão de obra para alguns setores. De lá para cá, a política passou por um processo de expansão e, mais recentemente, redução de seu alcance. Atualmente, 17 setores ainda são beneficiados. 

Os setores alcançados pela medida são os de calçados, call center, comunicação, confecção e vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carrocerias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação, tecnologia de comunicação, projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.

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