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Bolsonaro completa quatro meses sem receber vacina contra a Covid-19

·3 minuto de leitura

Numa postura que destoa de grandes líderes mundiais, o presidente Jair Bolsonaro completa, nesta terça-feira, quatro meses sem receber a primeira dose de vacina contra a Covid-19. Integrante do grupo de risco por idade, Bolsonaro poderia ter sido imunizado em 3 de abril, quando o Distrito Federal liberou doses para pessoas de 66 anos, mas não o fez — ou, pelo menos, não divulgou.

O presidente poderia estar completamente imunizado, com duas doses, há pelo menos um mês se tivesse recebido a vacina da AstraZeneca e três, se fosse a CoronaVac, com menor intervalo vacinal. A vacinação por idade no Distrito Federal está aberta para pessoas a partir de 30 anos, ou seja, Bolsonaro pode ir a um ponto de vacinação e receber a primeira dose nesta terça se assim desejar.

— Depois que o último brasileiro for vacinado, se tiver sobrando uma vacina, vou decidir se vacino ou não — disse durante a live semanal, em 1º de abril, dois dias antes do início da vacinação para a faixa etária dele.

À época, pessoas próximas o teriam aconselhado a se imunizar em razão das diversas variantes do novo coronavírus espalhadas pela capital federal, que passou a registrar transmissão comunitária da variante Delta no fim de julho. Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o único imunizante disponível na data era a CoronaVac, rechaçada pelo presidente.

Ao longo da pandemia, o presidente colocou em xeque a eficácia dessa e de outras vacinas em diversas ocasiões, além de se posicionar contra a obrigatoriedade da imunização. O caso mais emblemático foi quando afirmou que quem recebesse uma dose de CoronaVac poderia se tornar jacaré. Virou até meme nas redes sociais.

— Se você virar um chi... virar um jacaré, é problema de você, pô. Não vou falar outro bicho, porque vão pensar que eu vou falar besteira aqui, né? Se você virar super homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver com isso. Ou, o que é pior, mexer no sistema imunológico das pessoas — disse em 18 de dezembro.

Bolsonaro não seria o primeiro da família a se vacinar contra a covid-19. O filho Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) tomou a primeira dose em 22 de julho pelas mãos — e agulha — do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “Obrigado ao ‘negacionista’ Jair Bolsonaro por garantir a vacina nos braços de todos os brasileiros!”, escreveu na ocasião, numa rede social. Tal como o pai, o senador também já criticou a imunização.

Esposa dele, a dentista Fernanda Bolsonaro se imunizou em 2 de abril por ser profissional de saúde. Ainda em fevereiro, a matriarca do clã, Olinda Bonturi Bolsonaro, recebeu a primeira dose de CoronaVac. Na ocasião, no entanto, o presidente havia afirmado que foi a de Oxford/Astrazeneca, o que foi desmentido posteriormente em razão do menor intervalo para o recebimento da segunda dose.

A exemplo do ex-presidente norte-americano Donald Trump, Bolsonaro defendeu o tratamento precoce, com medicamentos de ineficácia comprovada para a covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. Também houve sucessivos atrasos e recusas nas compras de vacinas, o que levou o Brasil à escassez de doses e à lentidão da imunização, em meio ao colapso das unidades de saúde e à crise sanitária.

Procurada, a Presidência da República não se manifestou até o fechamento desta publicação.

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