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Bolsonaro compara vacinas aprovadas a medicamentos sem comprovação científica

Marcelo Freire
·4 minuto de leitura

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) retomou em sua live semanal nesta quinta-feira (11) a sua defesa habitual de medicamentos sem comprovação científica para o combate à Covid-19. Ao citar um spray que estaria sendo usado em caráter experimental com pacientes que contraíram o coronavírus em Israel, Bolsonaro disse que o medicamento está "na mesma situação" das vacinas.

O presidente afirmou que conversará, nesta sexta com o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, para tratar do assunto. Bolsonaro citou o remédio em um contexto onde também defendeu a hidroxicloroquina e comparou esses remédios às vacinas.

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"Lá em Israel está sendo desenvolvido um remédio para curar a covid. Lá atrás, eu falei em remédio e me deram pancada. Quem entrou na pilha da vacina e disse que era 'só a vacina' é um idiota útil", atacou Bolsonaro. "Tem que ter várias opções. Para quem está contaminado, não adianta a vacina."

Em seguida, ele citou a possibilidade de "tratamento precoce", caso um médico receite algum remédio fora da bula para o paciente. "Ele [médico] dirá que não tem um medicamento para tratar disso, mas que tem esse outro aqui, que em muitos casos está servindo. Não tem comprovação científica, assim como as vacinas não têm certificado definitivo também. Está na mesma situação desse outro remédio", comparou o presidente.

Diferentemente do que disse Bolsonaro, alguns imunizantes – no Brasil, a CoronaVac e a vacina fornecida pela AstraZeneca – já são considerados pela Anvisa como eficazes no combate à covid-19, ao contrário de qualquer outro medicamento utilizado em caráter experimental ou off-label.

Depois, o presidente afirmou que o spray utilizado em Israel é um medicamento destinado a pacientes que tratam câncer de ovário e disse que ele foi aplicado em 29 pacientes em estado grave de covid-19. "Todos se recuperaram. É uma tremenda notícia, e espero que seja eficaz."

"Seu pai, irmão, amigo, vai ser intubado. Você vai dar o spray para ele ou não? Vai tratar que nem a hidroxicloroquina? Porque também não tem comprovação científica", disse Bolsonaro, acrescentado que conversará com o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para receber mais informações sobre o medicamento.

O presidente também disse que há uma tentativa de "criminalizar o tratamento off-label" e punir os médicos que receitam medicamentos fora da bula.

No início da live, Bolsonaro também comentou sobre a notícia, publicada pela Folha de S.Paulo, de que o Ministério da Saúde utilizou recursos emergenciais destinados ao combate à covid-19 para a produção de hidroxicloroquina, que é oficialmente utilizado para o tratamento de malária.

Ele não esclareceu se a pasta utilizou ou não os recursos de combate à covid, dizendo que "as outras doenças continuam" e afirmando que há 200 mil casos de maria por ano no país. Na sequência, citou o "tratamento off-label". "Muitos médicos utilizam hidroxicloroquina, ivermectina, etc, para o tratamento precoce. Houve um consumo maior sim. Eu tomei [hidroxicloroquina]", afirmou.

Ao falar da pandemia, Bolsonaro novamente fez críticas ao que chama de "política do fica em casa" – as medidas de isolamento social – e atacou seu ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chamando-o de "garoto-propaganda da Globo", outro ataque comum do presidente.

Novo auxílio-emergencial e "mercado irritadinho"

Na transmissão desta quinta, o presidente ainda citou o estudo para a prorrogação do auxílio-emergencial "por três ou quatro meses", dizendo que nem o valor e nem a duração do benefício estão definidos. "Mas temos pressa. Tem que ser a partir de março", disse Bolsonaro, adicionando que o projeto está sendo elaborado em conjunto entre a equipe econômica do governo federal e o Congresso Nacional.

Ele também citou a possibilidade de reduzir o tributo do PIS/Cofins, buscando diminuir o valor do diesel, e fez críticas ao mercado financeiro pela reação a essas notícias, acarretando a queda da Bolsa e a subida do dólar.

"Esse pessoal de mercado, qualquer coisa que se fala, fica irritadinho. Sobe o dólar cai a Bolsa. Se o Brasil não tiver um rumo, todo mundo vai perder. Vocês também. Vamos deixar de ser irritadinho", disparou.

"Uma maneira de reduzir o combustível é se o dólar caísse, mas a qualquer boato na imprensa, esse mercado nosso fica irritadinho e sobe o dólar. Todo mundo perde com isso."

"Quando se fala em prorrogar o auxílio-emergencial, o mercado fica aí se comportando dessa forma, um 'vamos dar um sinal para eles que não queremos isso'. Você sabe o que é passar fome?", questionou Bolsonaro, dizendo saber a "necessidade que esse povo passa". "Sabemos que [o auxílio] é endividamento e faremos com responsabilidade, buscando atender, com uma medida emergencial, esse momento difícil que o povo se encontra."