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Bolsonaro chama críticas de indicação ao STF de ‘baixaria’ e culpa ‘direita burra’

Fabio Murakawa
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"Todo mundo tem o seu nome dos sonhos para colocar lá. Mas esse nome dos sonhos é difícil de colocar." O presidente Jair Bolsonaro justificou hoje a indicação de Kassio Marques ao Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que "tem que compor" e que é difícil colocar o "nome dos sonhos" na mais alta corte do país. "Chegaram até a mim dez nomes para o Supremo; bons nomes, mas eu tenho que compor", afirmou Bolsonaro. "Todo mundo tem o seu nome dos sonhos para colocar lá. Mas esse nome dos sonhos é difícil de colocar." A fala do presidente, em sua live semanal nas redes sociais, ocorre em meio a fortes críticas de membros mais ideológicos de sua base à indicação do desembargador. Os apoiadores veem o perfil de Marques como pouco conservador, desarmamentista e ligado ao PT — pelo fato de ter sido alçado ao posto de desembargador durante os governos petistas. Bolsonaro rechaçou essas afirmações, exemplificando que o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), um de seus auxiliares mais elogiados, também trabalhou no governo durante a gestão Dilma Rousseff. E que Fernando Azevedo, antes de ser nomeado ministro da Defesa, era assessor do ministro do STF Dias Toffoli, um dos mais odiados pelo chamado bolsonarismo raiz. Bolsonaro queixou-se da "direita burra" que o critica nas redes sociais, lembrando que muitos não eram nascidos quando ele já lutava contra a esquerda durante sua juventude no Vale do Ribeira. "É a direita burra, moleque fedelho. Que quando eu lutei na luta armada lá no Vale do Ribeira nem era nascido. Agora vem criticar com baixaria", afirmou. Usa inteligência para criticar. É triste tratar desta forma as pessoas." Bolsonaro disse ainda que "as pessoas mudam" e lembrou que ele apoiou Hugo Chávez quando ele chegou ao poder na Venezuela, em 1999. "Em 1999 apoiei Hugo Chávez. É verdade", afirmou. "Quando Chávez chegou ao poder em 1999, achei uma maravilha. Era colega, paraquedista, achei uma maravilha. Mas depois fez besteira." Marcos Oliveira/Agência Senado