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Bolsonaro avalia proibir Huawei na rede 5G do Brasil

Samy Adghirni e Simone Iglesias
·3 minutos de leitura
BEIJING, CHINA - OCTOBER 12: The Huawei logo and 5G sign are seen at a Huawei store on October 12, 2020 in Beijng, China. (Photo by VCG/VCG via Getty Images)
BEIJING, CHINA - OCTOBER 12: The Huawei logo and 5G sign are seen at a Huawei store on October 12, 2020 in Beijng, China. (Photo by VCG/VCG via Getty Images)

(Bloomberg) -- O presidente Jair Bolsonaro está considerando proibir a Huawei de fornecer componentes para a futura rede 5G no Brasil porque vê a China como ameaça global à privacidade dos dados e à soberania dos países, segundo um alto integrante do governo. O presidente tem pé atrás com o gigante asiático, disse a fonte, que não está autorizada a falar no assunto publicamente.

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O martelo não foi batido e qualquer decisão sobre o tema levará em conta pontos de vista de outras instâncias no governo. Mas o comentário expõe a contínua desconfiança de Bolsonaro em relação ao maior parceiro comercial do país. Até agora as autoridades brasileiras têm evitado dizer se irão ceder à pressão dos EUA para manter a Huawei fora da rede móvel ultrarrápida a ser construída no Brasil.

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O governo brasileiro minimiza chances de retaliação chinesa já que o país asiático depende das importações agrícolas brasileiras para alimentar sua população, disse a pessoa. A percepção no Brasil é que outros países que vetaram a Huawei de suas respectivas redes de 5G não sofreram grandes consequências, disse a autoridade.

Em entrevista recente à Bloomberg, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, disse que a decisão brasileira sobre o bloqueio da Huawei definirá todo o relacionamento mais amplo do país com a China. “O que está em jogo é se um país consegue criar para todas as empresas regras de mercado e ambiente de negócios nos parâmetros de abertura, imparcialidade e não discriminação”, disse ele.

Procurado, o Palácio do Planalto encaminhou o pedido de comentário ao Ministério das Comunicações. Em nota, o ministério disse que o leilão 5G trata de questões estratégicas de segurança nacional e de dados e que a licitação está em debate no governo e entre presidentes de países envolvidos. “Esse é um tema de Estado, de segurança de dados. A decisão sobre os fornecedores de equipamentos de telecomunicações perpassa diversos órgãos de governo para além do Ministério das Comunicações, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Ministério da Defesa, o Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores. Por se tratar de segurança nacional, envolve também todos os presidentes dos países envolvidos com esse tema”, diz um trecho da nota.

O leilão 5G , programado para o próximo ano, e a parceria com a China como um todo têm sido objeto de visões conflitantes dentro do governo. Enquanto o vice-presidente Hamilton Mourão e o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, defendem uma competição aberta e justa pela nova rede de celular, Bolsonaro tem demonstrado muito mais entusiasmo na relação com os EUA de Donald Trump do que com a China. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, responsabilizou implicitamente o país asiático pela pandemia de Covid-19, ao sugerir em reunião ministerial em abril e escrever em seu blog pessoal que o coronavírus reviveu “o pesadelo comunista”. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, também acusou a “ditadura chinesa” de ser responsável pela pandemia, dizendo que “a culpa é da China”.

O Brasil planeja escolher uma empresa de telefonia - que por sua vez poderá usar tecnologia chinesa ou europeia - para construir sua rede 5G por volta de maio de 2021, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria, em entrevista recente, depois que a pandemia atrasou o processo de licitação inicialmente programado para este ano. Faria disse que o atraso acabou sendo positivo, pois está permitindo ao governo observar as negociações e vetos em outros países antes de tomar uma decisão.

A China foi destino de 40% das exportações brasileiras no primeiro semestre, segundo dados do Ministério da Agricultura. As vendas para o país asiático, principalmente de soja, geraram mais receita do que para os EUA, América Latina, Europa, África e Oriente Médio juntos.

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