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Bolsonaro autoriza envio policial contra mineração em reserva yanomami

·2 minuto de leitura
Indígenas yanomamis na comunidadr de Irotatheri, em setembro de 2012

O presidente Jair Bolsonaro autorizou, nesta segunda-feira (14), o envio de um corpo de segurança federal para a reserva indígena Yanomami, na Amazônia brasileira, após semanas de denúncias de invasões e ataques de mineradores ilegais.

A medida, por 90 dias prorrogáveis, atende à ordem dada no final de maio por um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o governo adote "as medidas necessárias para proteger a vida" dos indígenas das reservas Yanomami e Mundurucu, que também denunciaram invasões violentas em suas terras.

Na terra indígena Yanomami, de 96.000 km² (entre os estados de Roraima e Amazonas), a maior do Brasil, vivem cerca de 27.000 habitantes.

O decreto emitido pelo ministro da Justiça Anderson Torres "autoriza o uso da Força Nacional", formada por policiais e bombeiros de todos os estados do país, "para preservar a ordem pública" na terra yanomami.

A sede da operação estará em Boa Vista, capital de Roraima.

Consultado pela AFP, o ministério afirmou que não divulga o número de efetivos que serão enviados, por razões de segurança.

Os yanomami alertam desde 2020 sobre a situação de extrema tensão em sua reserva. Segundo eles e as orgnizações ambientais, as invasões de terras são incentivadas em parte pelo discurso de Bolsonaro a favor da exploração de áreas protegidas.

A mineração ilegal, uma das principais causas de destruição do meio ambiente na floresta amazônica, cresceu 30% em 2020 nas terras yanomami, devastando o equivalente a 500 campos de futebol, de acordo com um relatório publicado no final de março pela Associação Hutukara Yanomami (HAY).

No final de maio, Bolsonaro se reuniu com líderes yanomami em uma comunidade do Amazonas e prometeu a eles "que não haverá mineração" em suas ricas terras se eles não quiserem, referindo-se a um projeto de lei preparado pelo governo para regulamentar a exploração dos recursos do subsolo nas terras indígenas.

jm/js/aa

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