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Após acompanhar fala de Trump sobre Irã, Bolsonaro diz que Brasil não pode se omitir

Matheus Schuch

O presidente aproveitou também para criticar a política externa do ex-presidente Lula O presidente Jair Bolsonaro reiterou nesta quarta-feira seu apoio ao combate ao terrorismo após assistir ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. Em transmissão pelas redes sociais, Bolsonaro citou a postura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2009, quando o petista apoiou o enriquecimento de Urânio para fins pacíficos pelo país persa.

Reprodução/Facebook

Depois de acompanhar a fala de Trump com uma cópia da Constituição brasileira em mãos, Bolsonaro afirmou: “Muitos acham que o Brasil deve se omitir no tocante aos acontecimentos. Queria dizer apenas uma coisa. O senhor Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto presidente da República, esteve no Irã. E lá defendeu que aquele regime pudesse enriquecer urânio acima de 20%, que seria para fim pacífico. Complementaria apenas com uma questão. Nós temos que seguir as nossas leis. Nós não podemos extrapolar”, afirmou.

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“A nossa Constituição aqui diz, no artigo quarto, a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: a defesa da paz e o repúdio ao terrorismo".

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Em 2009, Lula disse que defenderia o enriquecimento de urânio pelo Irã, obedecendo a Constituição sobre a não proliferação e o desarmamento nuclear.

Mais cedo, também pelas redes sociais, Lula criticou a postura de Bolsonaro diante do conflito internacional. Disse que o Brasil sempre manteve política diplomática harmoniosa e, se opondo também aos Estados Unidos, defendeu que “não há necessidade de se inventar ‘terrorismo’ no Irã”.

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