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Brasil arrecada 46,7 bilhões com leilão de 5G

·3 min de leitura
Presidente Jair Bolsonaro fala durante leilão do 5G na Anatel, em Brasília, em 4 de novembro de 2021, em imagem divulgada pela Presidência da República (AFP/ISAC NOBREGA)

O Brasil arrecadou 46,790 bilhões de reais no leilão de sua futura rede 5G, o segundo maior da história do país, informou o governo nesta sexta-feira (5).

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, chamou de "grande sucesso" o processo licitatório das frequências para o desenvolvimento da nova rede.

"Superou todas as nossas expectativas. Grande parte desse valor será para investimentos", declarou em coletiva de imprensa após o fim da licitação.

O valor final ficou muito próximo dos 50 bilhões de reais estimados inicialmente pelo governo.

Isso se explica pelo pouco interesse que se antecipava em uma faixa de 26 GHz considerada experimental, segundo especialistas, que concordaram em avaliar o resultado geral da licitação como "bem-sucedido".

Entre as vencedoras - Claro (filial da mexicana América Móvil), Telefônica Brasil (dona da Vivo e filial do grupo espanhol) e Tim (filial da Telecom Itália) - foram distribuídas licenças de alcance nacional no principal bloco para operação na faixa de 3,5 GHz.

Na quinta-feira, no primeiro dia de abertura dos envelopes e análise das propostas de 15 empresas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atribuiu as frequências mais interessantes aos principais 'players' do setor.

Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil Digital, que representa cinco das licitantes, destacou: "90% dos quase 47 bilhões de reais serão investimentos [...] então poderemos ter mais aparelhos conectados com 5G em menos tempo do que outros países que já licitaram sua rede".

A nova rede chegará ao Distrito Federal e às 26 capitais antes de julho de 2022, e a instalação se expandirá para o restante do território brasileiro até 2028, conforme planejado.

Nas demais cidades, com população superior a 30.000 habitantes, o 5G chegará entre 2025 e 2028.

O leilão deu acesso ao mercado a seis novos 'players'. Entre eles a jovem Winity, criada pelo fundo de investimentos Patria há quase um ano, que arrematou o primeiro bloco por 1,427 bilhão de reais.

Com a nova rede, o Brasil aspira promover o crescimento econômico com maior eficiência para os diversos setores produtivos, e conexão para mais brasileiros, instituições de ensino e até rodovias.

O processo licitatório incluiu uma rede paralela para uso exclusivo do governo, na qual não será possível usar equipamentos da empresa chinesa Huawei. A companhia foi excluída pelos termos do edital, em meio a uma disputa geopolítica por acusações de espionagem feitas, especialmente, pelos Estados Unidos.

Entre as 15 empresas que apresentaram propostas, cinco já oferecem serviços de telecomunicações no país. As outras dez são empresas menores, especialmente de serviços de banda larga por fibra ótica.

Segundo Faria, a implementação do 5G poderia representar um crescimento de 10% só para o agro, um setor com potencial de impulsionar 2,5% do PIB na próxima década.

Essa rede permitirá conectar aparelhos entre si e na nuvem, com tempos de resposta imediatos, possibilitando, por exemplo, o desenvolvimento de cidades inteligentes, veículos autônomos ou cirurgias à distância.

Enquanto se prepara para dar este salto para o futuro, o Brasil buscará incluir 40 milhões de pessoas sem conexão e compensar o atraso das áreas menos desenvolvidas, como da Amazônia.

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