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Bolsonarismo ruma para ter palanque dividido em São Paulo; entenda

·3 min de leitura

No momento em que pré-candidatos já começam a se movimentar de olho nas eleições de 2022, um racha no bolsonarismo em São Paulo pode levar à divisão de palanques no grupo alinhado ao presidente Jair Bolsonaro. A dez meses do pleito, dois nomes se articulam para disputar o voto desse eleitorado. E, até agora, nenhum deles dá sinal de que pretende formar uma candidatura única no estado.

Enquanto a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) faz um tour por cidades médias do interior do estado pregando o nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para o governo, articuladores do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub desembarcaram no PTB para preparar sua campanha em 2022.

Na pesquisa Datafolha mais recente, realizada entre 13 e 15 de setembro, ambos apresentam desempenho que o deixam, ao menos por ora, distantes do topo. Tarcísio recebe entre 4% (num cenário em que o ex-governador Geraldo Alckmin é candidato) a 6% (sem Alckmin), enquanto Weintraub tem entre 1% e 2%.

Na semana passada, Tarcísio viajou até Mococa, cidade de 70 mil habitantes, para receber o título de cidadão mocoquense, entregue pelo vereador Thiago Colpani (PL). Para Zambelli, articuladora do encontro, a homenagem pode “servir para reduzir” a baixa identificação entre o ministro, carioca com carreira em Brasília, e São Paulo. Quem são os pré-candidatos à Presidência em 2022

— A gente achou importante ele ter um título (de cidadão paulista), porque se ele for candidato a governador, ele já vai ter uma ligação com o estado — diz ela.

O estado de São Paulo tem 109 municípios maiores que Mococa.

A deputada também aproveita sua presença em conferências conservadoras para dar mais publicidade à figura de Tarcísio e apresentar números do ministério.

Popularidade de ministro

O projeto de Tarcísio pode esbarrar numa candidatura de Weintraub, um dos mais populares frente à militância bolsonarista durante sua passagem pelo governo. Segundo o colunista do GLOBO Lauro Jardim, o esforço feito pelo ex-ministro da Educação para ser candidato em São Paulo tem incomodado o presidente Jair Bolsonaro, que prefere Tarcísio.

Zambelli nega que Bolsonaro esteja incomodado, mas prega um armistício entre os bolsonaristas.

— Talvez ele (Bolsonaro) esteja preocupado em não dividir o voto (na disputa pelo governo paulista). Mas eu já falei para o Weintraub, e insisto: acho que ele tem muito mais perfil de Parlamento do que de Executivo — diz Zambelli.

Aliados de Weintraub acertam sua filiação ao PTB, partido que passa por uma reformulação após a prisão de Roberto Jefferson, afastado da presidência da legenda por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Integrantes da sigla avaliam que Bolsonaro não vai conseguir levar todos seus aliados para o PL. Com Weintraub, deve ficar o Movimento Conservador, do qual faz parte o deputado estadual Douglas Garcia. A ideia do grupo é fazer um roadshow com o ex-ministro pelo interior de São Paulo a partir de sua volta ao Brasil, prevista para janeiro. Ele ocupa um cargo na diretoria do Banco Mundial, nos Estados Unidos.

Publicamente, Weintraub e Bolsonaro evitam demonstrações de animosidade, mas pessoas do entorno do presidente afirmaram que ele ficou contrariado com críticas de aliados do ex-ministro ao governo.

Weintraub tem rebatido críticos do campo da direita em suas redes sociais. No fim de novembro, publicou uma mensagem sobre ter sido preterido como candidato “oficial” do bolsonarismo em São Paulo: “Nunca fui o protegido ou o queridinho. Na escola e no trabalho, sempre fui o ‘feio’ que no final vence. Nunca tive medo de enfrentar times maiores (...) Tenham fé. Eu voltarei ao Brasil/SP”, escreveu o ex-ministro no Twitter.

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