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Bolsas se recuperam após 'Segunda-feira Negra'

Dois homens com máscara passam diante de um monitor com índices financeiros em Tóquio, 10 de março de 2020

As Bolsas começaram a se recuperar nesta terça-feira (10), um dia depois de ter sua pior sessão desde a crise de 2008, estimuladas pela alta do petróleo e pela perspectiva de medidas de apoio econômicas dos bancos centrais.

Às 7h30 (horário de Brasília), Paris, Frankfurt e Londres subiam entre 3% e 4%, ganhos insuficientes para recuperar as perdas da véspera, que chegaram a ficar entre 7% e 9%.

Na Itália, um dos países mais afetados pelo coronavírus na Europa, a Bolsa de Milão subia mais de 3% no mesmo horário, após desabar mais de 11% na segunda-feira.

O índice Nikkei de Tóquio encerrou nesta terça com ganho de 0,85%, contra a queda de 5% de ontem.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng terminou em alta (+1,41%), assim como as Bolsas de Xangai (+1,82%) e de Shenzen (+2,42%).

A única exceção foi a Bolsa de Moscou, que abriu com perdas de 10%, após um fim de semana de três dias, reforçado pela queda do preço do petróleo e do valor do rublo.

A recuperação se explica, em parte, pela alta do petróleo nesta terça, com avanço de 7%, no caso do WTI, e de 8%, no caso do Brent, nas cotações na Ásia.

Ambos despencaram em torno de 25% na segunda-feira. Foi uma queda histórica para um único dia, consequência da guerra de preços deflagrada pela Arábia Saudita depois do fracasso de suas negociações com a Rússia para limitar a produção e estimular os preços para alta. Em meio ao coronavírus, o setor registra queda na demanda.

As Bolsas dos países petroleiros do Golfo também se recuperaram na abertura desta terça, com altas em Dubai (+5,5%) e em Abu Dhabi (+4,2%).

A Bolsa de Tóquio também foi alavancada pelo iene, que se enfraqueceu frente ao dólar - uma situação que favorece as exportações. Às 3h30 (horário de Brasília), US$ 1 valia 104,48 ienes frente aos 102,74 ienes na véspera, após o fechamento da Bolsa de Tóquio.

Os investidores também esperam, com certo otimismo, o anúncio de "medidas importantes" de apoio à economia dos Estados Unidos, prometidas ontem pelo presidente Donald Trump.

Já o governo japonês deve anunciar um plano de ajuda financeira para enfrentar as consequências econômicas da epidemia.

Na Europa, os líderes de várias países celebram nesta terça uma videoconferência para coordenar suas ações frente ao coronavírus. Os mercados esperam que o Banco Central Europeu anuncie medidas na quinta-feira.

"Os mercados veem positivamente esta discussão sobre as medidas orçamentárias para apoiar o consumo e a atividade econômica", disse Kiyoshi Ishigane, da Mitsubishi UFJ Kokusai Asset Management, citado pela agência de notícias Bloomberg.