Bolsas de NY têm queda forte com dados e fatos ruins

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte nesta quarta-feira, em dia marcado pela divulgação de indicadores econômicos fracos na Europa e nos Estados Unidos, preocupações quanto às negociações sobre a questão fiscal nos EUA, atos de protesto contra as medidas de austeridade nas principais cidades europeias, com confrontos entre manifestantes e policiais, e o que parece ser uma nova ofensiva militar de Israel contra o território palestino de Gaza.

O índice Dow Jones fechou em queda pela quinta vez nas seis sessões ocorridas após a eleição presidencial nos EUA; foi o nível mais baixo desde 8 de junho. O Nasdaq fechou no nível mais baixo desde 25 de junho e acumula uma queda de 10,6% em relação ao nível de fechamento de 14 de setembro, o que assinala um movimento de correção. O S&P-500 fechou no nível mais baixo desde 25 de julho, com todos os seus dez setores no negativo.

"O sentimento claramente virou, em face de alguns ventos contrários bastante substanciais, como a Europa em chamas, a desaceleração do crescimento na China, a incerteza nos EUA e alguma debilidade na lucratividade das empresas", disse Beata Kirr, gerente de carteira da Bernstein Global Wealth Management.

Na Europa, informou-se que o PIB da Grécia encolheu 7,2% no terceiro trimestre, que a produção industrial da zona do euro caiu 2,5% em setembro, que o PIB de Portugal sofreu uma contração de 0,8% no terceiro trimestre (o oitavo consecutivo de declínio) e que a inflação acelerou mais do que se previa no Reino Unido em outubro, para 2,7% em comparação com o mesmo mês de 2011. Discursos de dirigentes da União Europeia não trouxeram nenhuma novidade sobre a liberação da ajuda para a Grécia, retida desde junho, ou sobre a Espanha. Nos EUA, as vendas no varejo recuaram 0,3% em outubro.

Em sua primeira entrevista desde que foi reeleito, o presidente Barack Obama reafirmou que pretende elevar os impostos para os mais ricos, abrindo espaço para um processo turbulento de negociações com o Partido Republicano sobre a questão fiscal. "Obama está adotando uma linha muito agressiva, e isso alarmou muitas pessoas. O presidente claramente não iniciou as negociações a partir do meio do campo, e sim bastante para um dos lados, e sabemos que os republicamos terão de adotar uma postura igualmente dura", observou Michael Shea, da Direct Access Partners.

Das 30 componentes do Dow, a única ação a fechar em alta foi Cisco Systems, com ganho de 4,81%, em reação ao informe de resultados da empresa. Entre os destaques negativos estavam Home Depot (-3,01%), General Electric (-3,24%), Bank of America (-3,64%), Boeing (-2,82%) e Caterpillar (-2,59%).

As ações da empresa de chá Teavana subiram 52,52%, depois de a Starbucks anunciar uma oferta pela empresa; as ações da Starbucks caíram 2,92%. As da rede varejista de roupas Abercrombie & Fitch subiram 34,45%, em reação a seu informe de resultados. As da Facebook subiram 12,59%, com traders que haviam apostado em novas quedas vendo-se obrigados a comprar para cobrir posições.

O índice Dow Jones fechou em queda de 185,23 pontos (1,45%), aos 12.570,95 pontos; a mínima foi em 12.542,68 pontos e a máxima em 12.797,73 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 37,08 pontos (1,29%), para 2.846,81 pontos, com mínima em 2.842,86 pontos e máxima em 2.900,10 pontos. O S&P-500 fechou em queda de 19,04 pontos (1,39%), em 1.355,49 pontos, com mínima em 1.352,50 pontos e máxima em 1,380,13 pontos. O NYSE Composite fechou em queda de 119,81 pontos (1,49%), em 7.903,42 pontos. As informações são da Dow Jones.

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