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Bolsas de NY têm forte recuperação após fecharem pior semana desde 2008

André Mizutani

O Dow Jones fechou em alta de 5,09% (maior alta desde 23 de março de 2009), o S&P 500 subiu 4,60% e o Nasdaq avançou 4,49% Os índices acionários de Nova York tiveram uma recuperação acentuada na sessão desta segunda-feira (2), recebendo suporte a partir da perspectiva de mais estímulos monetários dos principais bancos centrais do mundo.

O Dow Jones fechou em alta de 5,09%, a 26.703,32 pontos, anotando a maior alta desde 23 de março de 2009. O S&P 500 subiu 4,60% e encerrou o pregão desta segunda a 3.090,23 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 4,49%, a 8.952,16 pontos, com ambos os índices fechando as suas melhores sessões desde 26 de dezembro de 2018, na correção do tombo causado no fim daquele ano devido ao aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Na semana passada, os três índices fecharam com perdas acumuladas de mais de 10%, anotando as suas piores performances semanais desde a crise de 2008.

Em meio a um coro cada vez mais forte de autoridades internacionais sinalizando ações de estímulo para dar suporte à economia, os futuros dos Fed Funds passaram, hoje, a sinalizar uma probabilidade implícita de 100% de um corte de 50 pontos-base até a reunião de março, de acordo com dados do CME Group. Isso pode refletir ou a expectativa de um corte duplo na reunião de março ou um corte emergencial fora das reuniões de política monetária do Fed.

O Rabobank, por exemplo, revisou o seu cenário-base para um corte de emergência de 25 pontos-base antes da decisão de política monetária deste mês, com antecipação da próxima recessão para este ano.

"Dada a turbulência nos mercados financeiros, podemos ver outras intervenções verbais do Fed para acalmar os mercados. No entanto, podemos entrar em situações em que medidas mais fortes sejam necessárias, na forma de um corte real na taxa, durante uma reunião de emergência. Portanto, incluímos 25 bps em uma reunião de emergência em nossa nova tabela de previsão. Na prática, isso também pode significar um corte de 50 bps na reunião de março", escreveu o estrategista-sênior de Estados Unidos do Rabobank, Philip Marey. Nas decisões de política monetária seguintes, Marey crê em novos cortes de 25 pontos-base, levando as taxas a zero em setembro.

Os índices acionários americanos receberam um impulso durante a tarde após um comunicado conjunto do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que as duas instituições estão preparadas para "ajudar os países a enfrentar os desafios do coronavírus".

Mais cedo, um dos membros do Comitê de Política Monetária do Banco Central Europeu (BCE), François Villeroy, disse que os bancos centrais do G-7 vão se reunir para discutir medidas, enquanto o Banco do Japão (BoJ, o BC japonês) anunciou oferta de crédito no valor de 500 bilhões de ienes (US$ 4,6 bilhões) em fundos de duas semanas para instituições financeiras.