Bolsas de NY têm alta forte por tecnologia e dados

As Bolsas de Nova York fecharam em forte alta nesta terça-feira, ajudadas pelas ações do setor de tecnologia e por indicadores econômicos positivos. Os índices reverteram a maior parte das perdas registradas na véspera.

O índice Dow Jones ganhou 99,22 pontos (0,71%), fechando a 13.979,30 pontos. O Nasdaq avançou 40,40 pontos (1,29%) e encerrou a 3.171,58 pontos. O S&P 500 teve alta de 15,58 pontos (1,04%), terminando aos 1.511,29 pontos. No pregão anterior, o Dow Jones havia caído 130 pontos, maior queda desde 28 de dezembro.

O Instituto para Gestão de Oferta (ISM) informou que o índice de atividade do setor de serviços dos Estados Unidos caiu para 55,2 em janeiro, mas ficou acima da estimativa dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que previam recuo para 55,0.

O tom positivo também veio da Ásia e da Europa. O PMI do setor de serviços da China medido pelo HSBC subiu para 54,0 em janeiro. No Japão, o PMI de serviços ficou estável em 51,5 em janeiro, mas o indicador composto - que também leva em conta o setor industrial - atingiu a máxima em nove meses de 50,4, na primeira leitura acima de 50,0 desde maio de 2012. o PMI de serviços da zona do euro surpreendeu ao avançar para 48,6 em janeiro, o nível mais alto em dez meses. O PMI de serviços da Alemanha, que é a maior economia do bloco, aumentou para 55,7, na leitura mais alta em 19 meses. Até mesmo da Espanha, que enfrenta uma dura crise econômica e cujo governo está envolvido em um escândalo de pagamentos secretos, saíram números animadores. O PMI de serviços do país aumentou para 47,0 em janeiro, o patamar mais elevado em um ano e meio.

Os resultados positivos devolveram o apetite por risco aos investidores, provocando alta nas Bolsas. "As grandes questões macroeconômicas estão saindo de cena e agora existe um rio de dinheiro entrando nos mercados de ações", disse Diane Jaffee, da TCW. "Não é um mar de rosas, mas acreditamos que a economia está se acelerando." Os ganhos também são explicados pela busca dos investidores por oportunidades de compra geradas pelos declínios observados na véspera.

No noticiário corporativo, todos os dez setores do S&P 500 fecharam em território positivo, com destaque para as empresas de tecnologia. A Computer Sciences avançou 9,2% após resultados melhores do que o esperado no quarto trimestre. A Apple subiu 3,5%, seu maior ganho em três semanas.

As ações da Dell tiveram valorização de 1,1% após a empresa confirmar um acordo definitivo para fechar seu capital, segundo o qual seu presidente e fundador, Michael Dell, em parceria com o fundo de private equity Silver Lake Partners, comprarão a empresa em um negócio estimado em US$ 24,4 bilhões. O acordo avalia a Dell em US$ 13,65 por ação, o que representa um prêmio de 25,5% sobre o valor de fechamento do papel, de US$ 10,88, antes dos primeiros relatos sobre o negócio emergirem em meados de janeiro.

A Estée Lauder avançou 6% após divulgar uma receita maior que a esperada no quarto trimestre e aumentar sua previsão de lucro para este ano.

Já a McGraw-Hill despencou 11% após o Departamento de Justiça dos EUA processar a agência de classificação de risco Standard & Poor's, acusando-a de fraude nos ratings atribuídos a títulos lastreados em hipotecas antes da eclosão da crise financeira, em 2008. As informações são da Dow Jones.

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