Bolsas de NY sobem; S&P500 tem maior nível em 5 anos

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, com o índice S&P 500 encerrando a sessão no maior nível em cinco anos. Os mercados foram impulsionados por dados positivos sobre a economia da China e indicadores também favoráveis nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones ganhou 80,71 pontos (0,60%), fechando a 13.471,22 pontos. O Nasdaq avançou 15,95 pontos (0,51%) e terminou a 3.121,76 pontos. E o S&P 500 teve alta de 11,10 pontos (0,76%), atingindo 1.472,12 pontos, o nível mais elevado desde 28 de dezembro de 2007.

O foco durante a manhã ficou concentrado no Banco Central Europeu (BCE), que manteve a taxa básica de juros em 0,75%. Em entrevista à imprensa após a decisão, o presidente Mario Draghi listou uma série de melhoras na zona do euro, como a queda dos yields (retorno ao investidor) dos bônus soberanos, os fortes fluxos positivos de capital, o aumento nos depósitos dos bancos dos países periféricos e uma queda no balanço do banco central. O presidente do BCE também afirmou que não foi discutido um corte de juros, embora tenha deixado claro que a política de estímulos econômicos vai prosseguir.

Indicadores divulgados nos EUA também foram considerados positivos. Os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram para 371 mil na semana passada, acima dos 363 mil previstos, mas a pesquisa mostrou alguns sinais animadores. Na semana encerrada em 29 de dezembro, o número total de norte-americanos que recebiam auxílio-desemprego caiu 127 mil, para 3,109 milhões, o nível mais baixo desde a semana encerrada em 12 de julho de 2008.

Os estoques no atacado aumentaram 0,6% em novembro, no quinto avanço consecutivo e maior do que a alta de 0,3% prevista. As vendas no atacado avançaram bem mais, 2,3%, o que sugere que a demanda pode ter sido maior do que o esperado nas festas de fim de ano.

"Acho que as pessoas estão amplamente otimistas quanto ao mercado de ações neste momento. Não há nada muito atraente nos informes de resultados das empresas, na política ou no campo econômico que nós antecipemos como causa de grandes movimentos no mercado", disse Keith Bliss, da Cuttone & Co. Para Peter Tuz, da Chase Investment Counsel, "o mundo parece estar pensando que os lucros das empresas no quarto trimestre podem não ser tão pessimistas como se esperava duas ou três semanas atrás".

Mais cedo, dados da China haviam entusiasmado os investidores. O superávit comercial do país cresceu para US$ 31,6 bilhões em dezembro, muito acima da estimativa de US$ 19,6 bilhões, com destaque para o avanço de 14% nas exportações, ante previsão de alta de apenas 4,6%. As commodities foram especialmente beneficiadas pelo bom desempenho da economia chinesa, já que o país é o maior consumidor do mundo de várias delas.

No noticiário corporativo, os ganhos foram liderados pelo setor financeiro (Bank of America +3,06%, JPMorgan +1,50%, Citigroup +1,88%, Morgan Stanley +3,67% e Wells Fargo +1,99%). O Wells Fargo divulga seu balanço na manhã da sexta-feira (11), dando início aos resultados de bancos. Já as ações da rede de supermercados SuperValu saltaram 14,14%, após a notícia de que a empresa chegou a um acordo para vender cinco de suas redes de mercearias para um grupo de investidores liderados pela Cerberus Capital Management.

Os papéis da Nokia negociados em Nova York avançaram 18,67%, depois de a empresa afirmar que espera um resultado melhor do que o previsto no quarto trimestre, graças às boas vendas da nova linha de smartphones Lumia. E a Ford teve alta de 2,67%, após dobrar seu dividendo trimestral para US$ 0,10 por ação. As informações são da Dow Jones.

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