Bolsas de NY sobem, otimistas com 'abismo fiscal' e Fed

As Bolsas de Nova York fecharam em alta moderada nesta quarta-feira, após comentários otimistas feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, sobre as negociações para evitar o chamado "abismo fiscal". Indícios de que o Federal Reserve deva continuar com seu programa de compras de ativos em 2013 também animaram os investidores.

O índice Dow Jones ganhou 106,98 pontos (0,83%) e fechou a 12.985,11 pontos. O Nasdaq avançou 23,99 pontos (0,81%), encerrando a 2.991,78 pontos. E o S&P 500 teve alta de 10,99 pontos (0,79%), terminando a sessão a 1.409,93 pontos.

Obama disse mais cedo que está fazendo sua parte para chegar a um acordo com o Congresso para evitar o "abismo fiscal" - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos que vai entrar em vigor no começo do ano que vem, se não houver consenso para evitar tais medidas. Essas ações levariam a economia do país a entrar em recessão.

O presidente dos EUA afirmou que quer um acordo pronto antes do Natal, e que esse pacto precisa colocar o déficit orçamentário sob controle. "Nós só temos algumas semanas para chegar a um acordo. Eu estou pronto, disposto e sou capaz de resolver os assuntos fiscais. Estou animado para avançar e resolver esse assunto de uma maneira bipartidária."

O republicano Boehner comentou que continua "otimista" de que um acordo poderá ser fechado com Obama para evitar o "abismo fiscal". Falando a repórteres em entrevista que se seguiu a uma reunião a portas fechadas com congressistas republicanos, ele não forneceu detalhes das negociações com os democratas, com o argumento de que prefere não negociar através da mídia.

Na agenda de indicadores, as vendas de moradias novas nos EUA caíram 0,3% em outubro ante setembro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 368 mil, informou nesta quarta-feira o Departamento do Comércio. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam uma queda para 385 mil.

O Fed divulgou nesta tarde seu relatório Livro Bege, com um panorama da atividade econômica em seus distritos. O estudo afirma que a economia norte-americana cresceu a um ritmo "comedido" entre outubro e novembro, com as empresas lidando com incertezas quanto à questão fiscal e com a destruição causada pelo furacão Sandy.

O mercado de mão de obra se fortaleceu em mais da metade dos 12 distritos do Fed, apesar de vários deles terem observado que os empregadores estão contratando mais trabalhadores em regime parcial do que para horário integral. Os gastos do consumidor continuaram a crescer e muitos varejistas revelaram expectativas otimistas para a temporada de compras das festas de fim de ano.

Separadamente, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que o banco central pode ter de continuar a comprar bônus por mais seis meses ou até um ano, até que o mercado de mão de obra melhore. "Meu ponto de vista é que precisamos continuar com aquelas compras ao ritmo de US$ 85 bilhões até vermos melhoras no mercado de mão de obra."

Na Europa, a principal preocupação continua sendo a Grécia. Após o anúncio dos credores oficiais do país de que chegaram a um acordo sobre como reduzir a dívida grega, foram levantadas algumas dúvidas sobre os planos. Uma delas é se o desembolso de mais uma parcela de ajuda financeira para o governo grego será realmente feito, já que ainda precisa ser aprovado. Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que a Espanha tem uma estratégia bem desenhada para ajudar seu setor bancário, mas enfrenta desafios significativos para colocá-la em prática.

Nesse contexto, todos os dez setores do S&P 500 encerraram a sessão no terreno positivo, depois de começarem o pregão no vermelho. Empresas de consumo e do setor de energia lideraram o movimento de alta. Entre os destaques aparecem Chevron, com ganho de 2,13%, e American Express, com valorização de 1,97%.

As ações da corretora Knight Capital saltaram 15,15%, após uma oferta de compra da empresa de negociação de alta frequência Getco, de US$ 3,50 por ação. As informações são da Dow Jones.

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