Bolsas de NY sobem e Dow atinge máxima em 5 anos

Os índices acionários da Bolsa de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, encerrando a semana com ganhos e renovando as máximas em mais de cinco anos. Os mercados foram impulsionados pela notícia de que os republicanos devem aprovar na semana que vem na Câmara uma extensão de três meses no prazo para que seja atingido o limite de endividamento do governo.

O índice Dow Jones ganhou 53,68 pontos (0,39%) e fechou a 13.649,70 pontos, o maior nível desde 10 de dezembro de 2007. Na semana, a alta foi de 1,20%. O S&P 500 avançou 5,04 pontos (0,34%), encerrando a 1.485,98 pontos. Com isso, o ganho na semana ficou em 0,95%. E o Nasdaq perdeu 1,29 ponto (0,04%), fechando a 3.134,71 pontos. Mesmo assim, no acumulado da semana houve alta de 0,29%.

O líder da maioria republicana na Câmara, Eric Cantor, disse que na próxima semana o partido vai "autorizar um aumento temporário no limite de endividamento do governo de três meses, para dar ao Senado e à Câmara tempo para aprovar o Orçamento", disse Cantor. Atrelado ao projeto estará um plano que retirará o salário dos parlamentares caso o Orçamento não seja aprovado. "Os membros do Congresso não serão pagos pelos povo americano se fracassarem em cumprir seu trabalho. Sem Orçamento, sem pagamento", acrescentou.

O governo dos EUA atingiu o teto da dívida, de US$ 16,4 trilhões, em 31 de dezembro do ano passado, mas graças a uma série de medidas emergenciais a administração deve ter condições de continuar funcionando até meados de fevereiro ou início de março, segundo o Departamento do Tesouro.

Curiosamente este foi o último pregão do primeiro mandato do presidente Barack Obama e nos seus quatro anos de governo o índice Dow Jones subiu quase 72%, a segunda maior alta na história, perdendo apenas para o primeiro mandato de Bill Clinton, quando o indicador avançou 111%.

A agenda de indicadores dos EUA trouxe notícias ruins. O índice de sentimento do consumidor, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu para 71,3 na leitura preliminar de janeiro, o menor nível em mais de um ano, de 72,9 na leitura final de dezembro. O resultado contrariou as expectativas dos analistas, de aumento para 75,0.

Da China vieram dados positivos. Na madrugada, o país divulgou que sua economia cresceu 7,9% no quarto trimestre de 2012, um pouco mais que o esperado, após avançar 7,4% no terceiro trimestre, conseguindo evitar uma forte desaceleração econômica no fim do ano passado. Entretanto, a taxa de crescimento no ano cheio foi de 7,8%, a mais fraca em 13 anos.

"Com os dados de hoje, seria de imaginar que nós teríamos uma sessão melhor. Das companhias que divulgaram balanços, quase que a totalidade veio em linha ou acima das previsões", disse Bill Stone, estrategista-chefe de investimento da PNC Investment Strategy Group. "Acontece que as Bolsas já tiveram uma alta forte, e talvez boa parte das notícias positivas já esteja precificada", acrescentou.

No setor corporativo, a temporada de divulgação de balanços prossegue. Nesta sexta-feira, os destaques foram os resultados da General Eletric e do Morgan Stanley, que se seguiram ao balanço da Intel, anunciado na noite passada após o fechamento dos mercados. O Morgan Stanley anunciou que reverteu o prejuízo no quarto trimestre de 2011, com um lucro líquido de US$ 507 milhões nos últimos três meses do ano passado. Assim, suas ações encerraram a sessão com alta de 7,86%.

A GE disse que seu lucro subiu 7,5% no quarto trimestre de 2012, para US$ 4,01 bilhões. Embora o resultado tenha ficado abaixo do previsto, a receita da empresa superou as projeções, com alta de 3,6%, para US$ 39,33 bilhões. E as ações subiram 3,47%. Enquanto isso, os papéis da Intel despencaram 6,41%. A empresa informou que seu lucro caiu 27% no quarto trimestre de 2012, para US$ 2,5 bilhões. Ainda no setor de tecnologia, a Apple perdeu 0,53%.

A American Express, que também divulgou resultados desanimadores após o fechamento do mercado na véspera, perdeu 1,58% nesta sessão. As informações são da Dow Jones.

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