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Bolsas de NY renovam máximas históricas com otimismo sobre acordo EUA-China

Gabriel Roca

O Dow Jones fechou aos 28.956,90 pontos, enquanto o S&P 500 registrou 3.274,70 pontos e o índice eletrônico Nasdaq foi a 9.203,43 pontos Com as tensões no Oriente Médio aparentemente amenizadas, os investidores ampliaram a demanda por risco na sessão desta quinta-feira (9), após confirmação oficial da China de que assinará o acordo comercial de "primeira fase" com os Estados Unidos.

Com isso, os três principais índices acionários de Nova York voltaram a registrar novos recordes históricos de fechamento. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones subiu 0,74%, aos 28.956,90 pontos, enquanto o S&P 500 registrou ganhos de 0,67%, aos 3.274,70 pontos. O índice eletrônico Nasdaq ganhou 0,81%, a 9.203,43 pontos.

Segundo informou o "Wall Street Journal", o principal negociador comercial chinês, o vice primeiro-ministro, Liu He, viajará a Washington na próxima semana para assinar o acordo, que deve aliviar momentaneamente a tensão entre os dois países. A comitiva visitará a capital americana de segunda (13) a quarta-feira (15), segundo informou o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng.

Além do progresso nas negociações comerciais, os investidores também se apegaram aos sinais de que os EUA e o Irã parecem estar se afastando de um conflito no curto prazo. A percepção foi cristalizada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado, na quarta (8), que nenhum novo ataque militar dos EUA seguiria a ofensiva de mísseis iranianos nas bases iraquianas, realizada na noite de terça-feira (7).

"Alguns dos piores cenários retrocederam e você vê o reflexo disso nos mercados acionários, o que ajuda a alimentar esse rali", disse William Northey, diretor sênior de investimentos do US Bank Wealth Management, à Dow Jones Newswires.

Destaques

No noticiário corporativo, as ações da Boeing avançaram 1,50%, após relatos de que o avião que caiu em Teerã teria sido atingido por mísseis e que sua queda não foi devida a problemas mecânicos da aeronave.

As ações da Apple subiram 2,12%, no maior ganho diário do Dow Jones, anotando também um novo recorde histórico, cotadas a US$ 309,63. O papel, que possui alta sensibilidade ao noticiário envolvendo as disputas comerciais, também foi beneficiado pela notícia de que a companhia vendeu cerca de 3,2 milhões de iPhones na China em dezembro de 2019, um aumento de mais de 18% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outra contribuição positiva à alta de mais de 200 pontos do Dow Jones hoje foi o ganho nas ações do Goldman Sachs, que avançaram 2,04%.

Todos os setores do S&P 500 subiram na sessão, com alta mais destacada para o segmento de tecnologia, que registrou valorização de 1,13%.

Por outro lado, as ações de algumas varejistas caíram, depois de terem relatado vendas fracas durante o principal período de compras de fim de ano. A Kohl's caiu 6,54% após anunciar que as vendas caíram na temporada de férias e que espera que o lucro esteja no limite inferior de suas diretrizes para o ano fiscal de 2019. As ações da Gap e da Macy's acompanharam a tendência e caíram 3,54% e 2,15%, respectivamente.