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Bolsas de NY renovam máximas históricas com sentimento otimista sobre comércio

Gabriel Roca

Apenas durante o mês de novembro, o S&P 500 e o Nasdaq já renovaram recordes de fechamento por nove vezes Após uma breve consolidação na semana passada, os índices acionários em Nova York voltaram a superar suas máximas históricas, impulsionados pelo noticiário positivo do fim de semana relacionado às disputas comerciais.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) o índice Dow Jones terminou o dia com ganhos de 0,68%, aos 28.066,47 pontos, enquanto o S&P 500 fechou a sessão em alta de 0,75%, a 3.133,64 pontos. O índice eletrônico Nasdaq fechou aos 8.632,49 pontos, com valorização de 1,32%. Nesta segunda-feira (25), os três índices de ações ultrapassaram seus recordes de fechamento registrados no início da semana passada.

Apenas durante o mês de novembro, o S&P 500 e o Nasdaq já renovaram recordes de fechamento por nove vezes, maior número desde janeiro de 2018. Em 2019, o índice amplo de ações de Wall Street já anotou novas máximas 23 vezes.

Em um sinal de demanda por risco dos investidores, as ações de tecnologia registraram a maior alta diária dentro do S&P 500, com ganhos de 1,43%. O setor tem apresentado sensibilidade elevada ao noticiário envolvendo a guerra comercial entre Estados Unidos e China. As empresas fabricantes de microprocessadores e semicondutores são um exemplo dessa relação e, hoje, avançaram 2,43%, segundo o índice PHLX, que reúne 30 companhias do segmento. Todas as empresas que integram o índice fecharam o dia em alta.

As ações da Nvidia subiram 4,89%, enquanto as da Applied Materials avançaram 4,18%. Os papéis da Micron subiram 3,60% e os da Intel tiveram ganhos de 2,08%, destaque de alta também dentro do Dow Jones, com o segundo maior ganho diário.

No fim de semana, a China sinalizou que planeja melhorar a proteção dos direitos de propriedade intelectual, ao lançar um documento contendo diretrizes sobre o assunto no domingo (1º de dezembro). O assunto é um dos pontos centrais de divergência entre as potências econômicas, que tem como fator chave a gigante chinesa Huawei — acusada pelo governo americano de espionagem e roubo de propriedade intelectual.

Ainda durante o fim de semana, o "Global Times", visto como mídia porta-voz de Pequim, afirmou que um acordo comercial estava "muito próximo" de ser firmado. Da parte americana, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Robert O'Brien, também disse, no sábado (23), que um acordo era possível até o final do ano.

"As pessoas creem que a China está disposta a fazer concessões", disse Lewis Grant, gerente de portfólio da Hermès Investment Management. "Isso mostra, ao menos, uma disposição da parte da China de sentar à mesa e continuar com as negociações", afirmou à Dow Jones Newswires.

Notícias sobre fusões também movimentaram o mercado acionário hoje. As ações da Charles Schwab avançaram 2,30% depois que a corretora concordou em comprar a rival TD Ameritrade em uma transação de troca de ações avaliada em cerca de US$ 26 bilhões. Os papéis da Ameritrade subiram 7,58%.

As ações da Tiffany subiram 6,17% após o grupo LVMH informar que chegou a um acordo de aquisição da empresa americana em US$ 135 por ação.