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Bolsas de NY recuperam quase 5%, à espera de medidas de estímulo

André Mizutani

O Dow Jones fechou em alta de 4,89%, o S&P 500 subiu 4,94% e o Nasdaq avançou 4,95%; na segunda (9), os índices chegaram a recuar mais de 7% Os índices acionários de Nova York fecharam em alta acentuada nesta terça-feira (10), devolvendo mais da metade das perdas anotadas na segunda (9), quando anotaram as suas piores sessões desde a crise financeira de 2008.

O Dow Jones fechou em alta de 4,89%, a 25.018,16 pontos, o S&P 500 subiu 4,94%, a 2.882,23 pontos, e o Nasdaq avançou 4,95%, a 8.344,25 pontos. Na segunda, os três índices anotaram perdas de mais de 7% com uma queda de quase 25% nos preços do petróleo.

O dia foi bastante volátil em Wall Street. Os índices abriram em alta de mais de 3%, devolveram os ganhos e chegaram a operar brevemente em terreno negativo, com dúvidas sobre a possibilidade de aprovação de estímulos nos Estados Unidos e na Alemanha, e depois voltaram a ganhar fôlego no fim da sessão.

O rali de fim de pregão foi atribuído, em grande parte, aos comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, que disse que "há muito interesse em ambos os partidos para fazermos alguma coisa rapidamente". Mnuchin também participou de uma conferência por telefone com várias das autoridades financeiras americanas, incluindo o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e o presidente do Fed de Nova York, John Williams.

"Os mercados, neste momento, estão muito voláteis", disse Sergey Dergachev, gerente de portfólio da Union Investment, à Dow Jones Newswires. "Os agentes estão muito nervosos, então qualquer notícia ou sinal dado pelos bancos centrais, políticos ou Trump oferecem algum alívio."

Os investidores aguardam também os comentários do presidente americano Donald Trump. A Casa Branca anunciou, mais cedo nesta terça, que Trump concederá uma entrevista coletiva ainda hoje (horário de Brasília) sobre as medidas do governo para combater os impactos econômicos do coronavírus. Mas alguns analistas defendem que as medidas podem não ser suficientes para aliviar as tensões entre os investidores, especialmente com as autoridades de saúde alertando que o número de casos do coronavírus deve continuar aumentando.

Todos os onze setores do S&P 500 fecharam a sessão em alta, mas nenhum deles conseguiu apagar o tombo sofrido na segunda. Chama especial atenção o setor de energia, que segue acumulando perdas de 16,09%, apesar de uma recuperação de 5,0% hoje.