Bolsas de NY recuam após dia volátil e dados mistos

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira, após uma sessão volátil e em meio a preocupações com a Europa e dados mistos nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones perdeu 42,47 pontos (0,30%) e fechou a 13.944,05 pontos. O S&P 500 teve queda de 2,73 pontos (0,18%), encerrando a 1.509,39 pontos. O Nasdaq caiu 3,35 pontos (0,11%) e finalizou o pregão a 3.165,13 pontos. As blue chips chegaram a cair 134 pontos antes de recuperarem parte das perdas.

As Bolsas foram pressionadas em parte pelo anúncio do Departamento do Trabalho dos EUA de que a produtividade da mão de obra no país caiu a uma taxa anual de 2,0% no quarto trimestre de 2012, segundo dados preliminares. Analistas consultados pela Dow Jones previam uma queda menor, de 1,6%.

Em contrapartida, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 5 mil, para 366 mil, após ajustes sazonais, na semana até 2 de fevereiro, segundo o Departamento de Trabalho dos EUA. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 8 mil solicitações, para 360 mil. Além disso, o Federal Reserve informou que o crédito ao consumidor teve uma expansão de US$ 14,59 bilhões em dezembro ante novembro, para US$ 2,778 trilhões, no quinto mês consecutivo de alta. Economistas consultados pela Dow Jones previam para dezembro uma expansão de US$ 13 bilhões no crédito.

Além disso, a fala do diretor do Fed, Jeremy Stein, fez acender um sinal de alerta. Ele afirmou que vê indícios de que os mercados de crédito estão superaquecidos, mas que não há uma ameaça iminente para o sistema financeiro mais amplo. Stein destacou os desdobramentos em vários mercados, incluindo bônus de alto risco, fundos de investimentos em hipotecas imobiliárias e participações dos bancos comerciais em ativos mobiliários, como áreas onde as tendências potencialmente preocupantes, estão surgindo como resultado das políticas de relaxamento monetário do Fed.

O mercado acionário de Nova York sofreu pressão também da Europa, onde as Bolsas fecharam em queda, após as esperadas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). O BCE disse que a inflação sob controle lhe permite manter sua postura acomodatícia, mas alterou a linguagem e agora estima que a economia do bloco só vai se recuperar no fim do ano. A taxa de juros ficou inalterada em 0,75%, como esperado.

No noticiário corporativo, a US Airways Group avançou 3,7% após o Wall Street Journal informar que a companhia aérea está negociando com a American Airlines os detalhes de uma fusão. A combinação tiraria a American da beira da falência e criaria a maior companhia aérea do mundo.

As ações da Apple ganharam 0,6% após o gestor de fundos de hedge David Einhorn pressionar os acionistas a votar contra a proposta que eliminaria ações preferenciais da empresa.

Já a Sprint Nextel caiu 0,9% após anunciar prejuízo em seu resultado do quarto trimestre, apesar de ser menor do que o esperado. As informações são da Dow Jones.

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