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Bolsas de NY recuam com diagnóstico de Trump e dado de emprego do EUA

Gabriel Roca
·4 minutos de leitura

Os ativos de risco foram pressionados ao longo de toda a sexta-feira, após Trump ter informado em suas redes sociais que contraiu covid-19 O anúncio de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, testou positivo para covid-19 e o relatório de empregos do mês de setembro abaixo das expectativas do mercado aliados ao impasse sobre novos estímulos fiscais nos EUA pressionaram as ações em Nova York nesta sexta-feira (2), que terminaram o dia em queda. Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones fechou o dia em baixa de 0,48%, aos 27.682,81 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,96%, aos 3.348,42 pontos. O índice eletrônico Nasdaq encerrou a sessão aos 11.075,02 pontos, em queda de 2,22%. Mesmo com a perda diária, no acumulado da semana, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registraram ganhos de 1,87%, 1,51% e 1,48%, respectivamente. Os ativos de risco foram pressionados ao longo de toda a sexta-feira, após Trump ter informado em suas redes sociais que contraiu covid-19. Em meio à corrida eleitoral americana, os mercados de apostas indicaram o crescimento da probabilidade de vitória de seu oponente, o candidato democrata, Joe Biden. De acordo com o site electionbettingodds.com/, as apostas na vitória de Biden subiram a 62,2%, contra 35,5% de Trump. “Olhando além da incerteza imediata e da volatilidade desencadeada pelas notícias, as ações provavelmente precisarão se posicionar para uma probabilidade menor de vitória de Trump. O grau de ajuste vai depender da gravidade da doença”, afirmou Rory Green, economista da TS Lombard. As preocupações dos investidores variam de como o governo funcionará se a condição do presidente Trump piorar e se outros funcionários do governo também estiverem em risco, segundo analistas. Também há preocupações sobre se o episódio aumenta o risco de uma eleição contestada na Justiça ou de um atraso no resultado eleitoral. "Os mercados odeiam a incerteza", disse Lisa Erickson, chefe do grupo de investimento tradicional do U.S. Bank Wealth Management, que prevê ainda mais volatilidade para os mercados na reta final da temporada eleitoral. Dados de emprego A menor demanda por ativos de risco hoje também foi atribuída ao relatório de empregos, o chamado "payroll", do mês de setembro nos EUA, que veio mais fraco do que as estimativas de consenso. A economia americana criou 661 mil novos empregos em setembro e a taxa de desemprego caiu a 7,9%. O ganho nas contratações, que foi o menor desde a reabertura da economia, apontou para uma desaceleração na recuperação do mercado de trabalho, segundo economistas. O declínio na taxa de desemprego refletiu principalmente o fato de 700 mil pessoas terem deixado a força de trabalho por causa da escassez de novos empregos. “O crescimento do emprego está diminuindo enquanto a ajuda fiscal está expirando, um coquetel tóxico”, escreveu a economista da Oxford Economics, Kathy Bostjancic. “Apesar do crescimento relativamente forte desde maio, o emprego continua surpreendentemente 10,7 milhões abaixo do nível pré-covid”, acrescentou. Pacote de estímulos Em meio à desaceleração da recuperação da economia dos Estados Unidos, as conversas entre democratas e a Casa Branca sobre novos estímulos à economia permanecem em um impasse. Hoje, a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, voltaram a conversar sobre o pacote fiscal de estímulos à economia dos EUA. Segundo o porta-voz de Pelosi, Drew Hammill, a conversa por telefone durou pouco mais de uma hora e as negociações continuarão, mas não informou quando Pelosi e Mnuchin voltarão a se falar. Pelosi também anunciou nesta sexta que colocaria em votação um projeto para fornecer mais ajuda às companhias aéreas, um dos setores mais atingidos pela pandemia, para que elas não demitam milhares de funcionários. Segundo a parlamentar, um acordo com os republicanos sobre o alívio para as empresas do setor era “iminente”. Por isso, ela pediu que as companhias suspendam planos para demitir funcionários e aguardem uma decisão do Congresso. A notícia ajudou a dar forças aos papéis do setor. O ETF US Global Jets encerrou a sessão com ganhos de 1,23%. As ações da American Airlines, United Airlines e Delta Airlines avançaram 3,34%, 2,36% e 2,09%, respectivamente. O movimento de vendas hoje também foi mais acentuado nas empresas de tecnologia, maiores perdedoras do pregão desta sexta-feira. O segmento recuou 2,55%, liderando as perdas setoriais dentro do S&P 500. As cinco gigantes do mercado americano — Apple (-3,23%), Microsoft (-2,95%), Amazon (-2,99%), Alphabet (-2,17%) e Facebook (-2,51%) — fecharam em queda consistente hoje, pressionando os índices em Nova York. Os papéis da Tesla desvalorizaram 7,38%, contribuindo para a queda expressiva do Nasdaq.