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Bolsas de NY: S&P 500 e Nasdaq anotam novos recordes

Valor

O S&P 500 subiu 0,18%, fechando aos 3.380,16 pontos, e o índice eletrônico Nasdaq avançou 0,20%, encerrando a sexta aos 9.731,18 pontos Os índices acionários em Nova York encerraram a sexta-feira (14) sem direção única, com o S&P 500 e o Nasdaq anotando novos recordes de fechamento, antes de um fim de semana prolongado para os investidores de Wall Street — na segunda (17) é o feriado do Dia dos Presidentes.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones encerrou o dia em leve queda de 0,09%, aos 29.398,08 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,18%, para 3.380,16 pontos. O índice eletrônico Nasdaq fechou o dia com ganhos de 0,20%, aos 9.731,18 pontos.

Apesar do fechamento misto hoje, as ações acumularam ganhos semanais pela segunda vez consecutiva. No acumulado do período, o índice amplo de ações subiu 1,58%, o de blue chips avançou 1,02% e o de tecnologia registrou alta de 2,21%.

Os índices acionários passaram boa parte da sessão no negativo, acelerando ganhos nos últimos 30 minutos de negócios. A postura de maior parcimônia dos investidores hoje foi motivada pelos dados de vendas no varejo nos EUA, que vieram mistos. Apesar da alta de 0,3% no mês, em linha com o consenso dos analistas, o relatório mostrou uma atividade mais lenta, indicada por uma queda de 3,1% nas vendas em lojas de roupas.

"A resiliência do mercado nos últimos dois anos se baseia na crença de que o consumidor continuará se saindo bem, embora os dados de varejo tenham sido mistos nesse sentido", afirmou John Carey, diretor de renda variável dos EUA da Amundi Pioneer, em entrevista ao MarketWatch. "Se algo pode prejudicar o mercado daqui em diante, seria uma retração no consumo", disse Carey, acrescentando que os gastos de capital das empresas têm sido lentos.

Coronavírus

As preocupações com o coronavírus também limitaram ganhos maiores no pregão. Na China, a Comissão Nacional de Saúde confirmou 121 novas vítimas fatais do vírus nesta sexta, com 5.090 novos casos confirmados e 2.450 novas suspeitas de infecção. Na quinta (13), o número de casos aumentou em mais de 14 mil, devido a um ajuste retroativo na mudança de metodologia na confirmação de casos da província de Hubei, epicentro da epidemia.

O fato provocou desconfiança nos investidores sobre o ritmo de propagação do vírus. Boa parte do sentimento otimista ao longo desta semana foi justificado pela aparente queda no número de novas infecções. No entanto, analistas têm afirmado que a percepção de que os bancos centrais vão seguir estimulando as economias ajudam a sustentar as ações em patamares elevados.

"Se a situação na China piorar seriamente, os traders suspeitam que as autoridades de Pequim seriam rápidas em intervir e ajudar os mercados, por isso a pressão de venda não é muito alta", afirmou o analista da CMC Markets, David Madden, em nota.

No noticiário corporativo, a Nvidia subiu 7,02% após os ganhos no quarto trimestre da fabricante de chips gráficos terem superado as expectativas de Wall Street. A Kraft Heinz fechou em queda de 3,20%, depois de a agência de classificação de risco Fitch ter rebaixado o rating da dívida da fabricante de alimentos, perdendo o selo de "grau de investimento".

Já Tesla fechou em queda de 0,49%, um dia depois de a empresa ter surpreendido os investidores ao anunciar planos para realizar uma oferta subsequente de ações de cerca de US$ 2 bilhões.