Mercado fechará em 5 mins

Bolsas de NY oscilam com indefinição sobre progresso em acordo comercial

Gabriel Roca

Vaivém sobre assinatura da primeira fase ainda em 2019 e sobre adiamento de tarifas dos EUA reforça cautela Os principais índices acionários de Nova York abriram esta quinta-feira oscilando entre perdas e ganhos, mas adotaram um viés negativo após os primeiros negócios do dia.

A indefinição sobre o progresso das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com notícias contraditórias sobre a assinatura do acordo "de primeira fase" ainda em 2019 e sobre o adiamento ou não das tarifas americanas agendadas para 15 de dezembro, reforça o sentimento de parcimônia dos investidores.

Por volta das 12h, o Dow Jones operava em queda de 0,16%, para 27.776,35 pontos, enquanto o S&P 500 cedia 0,13%, para 3.104,32 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq registrava perdas de 0,20%, para 8.510,06 pontos.

O Wall Street Journal informou mais cedo que o principal negociador comercial da China, o vice-primeiro-ministro Liu He, convidou autoridades americanas para Pequim para uma nova rodada de conversas.

As notícias indicam que as negociações para o chamado acordo "de primeira fase" foram interrompidas por uma variedade de questões, incluindo a reversão das tarifas existentes pelos americanos e as compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA.

Os futuros dos índices acionários de Wall Street, que passaram boa parte da manhã operando com perdas, chegaram a virar para o positivo após o jornal de Hong Kong “South China Morning Post” ter noticiado, por meio de fontes, que as tarifas americanas a bens de consumo chineses programadas para 15 de dezembro serão adiadas mesmo sem a assinatura de um acordo antes da data. A trajetória otimista, no entanto, não se sustentou até a abertura do pregão regular na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).

"Os mercados parecem ainda estar precificando um 'Milagre de Natal', já que o projeto de lei de Hong Kong parece ser um grande obstáculo no caminho [para a reversão das tarifas] que complicará as negociações comerciais em andamento, mas não deve arruiná-las completamente", afirmou o analista sênior de mercado da Oanda, Edward Moya, em Nova York.

Na noite de segunda-feira, o Senado americano aprovou um projeto de lei para apoiar os direitos humanos em Hong Kong. O projeto pode acirrar ainda mais as disputas entre os países, comprometendo o prorgresso das negociações. "Trump, assinando a lei, pode complicar a relação EUA-China", afirmou Moya, em nota enviada a clientes.

Apenas os segmentos de energia, na esteira da alta nos preços do petróleo, e de consumo discricionário avançam na sessão desta quinta-feira.

No noticiário corporativo, a corretora Charles Schwab avançava quase 8% após a CNBC ter informado que a empresa está em negociações para comprar a TD Ameritrade Holding, em alta de mais de 16%.

As ações da Tiffany subiam quase 3% após a notícia de que a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SE melhorou sua oferta de compra pela varejista para quase US$ 130 por ação, ou quase US$ 16 bilhões.