Mercado abrirá em 3 h 15 min

Bolsas de NY operam mistas com temor sobre pandemia e esperança de estímulos

André Mizutani e Rafael Vazquez

Investidores monitoram reunião de cúpula da UE sobre pacote de ajuda e balanços corporativos nos EUA Os índices acionários de Nova York operam sem direção única nesta segunda-feira, com os investidores tentando avaliar os lucros corporativos do segundo trimestre contra um cenário dividido entre novos pacotes de estímulos e a perspectiva sombria em torno da disseminação da pandemia de covid-19 nos EUA.

Por volta de 11h18, o Dow Jones operava em queda de 0,45%, a 26.552,97 pontos, enquanto o S&P 500 tinha leve alta de 0,06%, a 3.226,67 pontos, e o Nasdaq subia 0,79%, a 10.586,33 pontos.

Colin Zimmer/Nyse/AP

O número de contaminações nos EUA não chegou a superar o pico de 77,3 mil casos diários alcançado na quinta-feira passada, mas segue elevado. O país já registrou mais de 140 mil mortes devido à doença, com um total de 3,77 milhões de contaminações.

"Você não pode ter números de casos e atividade econômica aumentando ao mesmo tempo", disse Seema Shah, estrategista-chefe da Principal Global Investors. "Mudamos para um ponto em que o mercado pode levar quarentenas regionais nos EUA como um sinal positivo, porque seria visto que as autoridades estão levando isso a sério".

Algumas notícias positivas sobre as pesquisas das farmacêuticas ajudam a dar alguma esperança aos investidores, ainda que o lançamento de uma vacina para a covid-19 ainda não pareça estar próximo. A ação da BioNTech opera em alta de 6,5% e a da Pfizer sobe 1,8% depois que as companhias reportaram que uma vacina experimental desenvolvida por elas apresentou uma resposta imunológica em um teste clínico realizado na Alemanha.

Além disso, um pesquisador disse hoje que a vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, também induziu uma resposta promissora em testes clínicos. O relatório oficial do estudo deve ser divulgado ainda hoje.

Na Europa, o foco dos investidores se volta para as negociações entre líderes para um plano de recuperação no valor total de 1,8 trilhão de euros (US$ 2,06 trilhões), que se arrastam para o quarto dia nesta segunda-feira, levando a trocas tensas e temores de um colapso. As autoridades europeias não determinaram o tamanho do plano, nem definiram quanto dele deveria estar disponível em doações e quais condições precisam ser anexadas. O mercado monitora o assunto.

O fracasso em chegar a um acordo até o fim do mês decepcionaria os investidores, embora poucos esperem que um entendimento seja firmado nesta semana.

"Os líderes estão sob pressão para entregar agora", disse Florian Hense, economista europeu do banco Berenberg. "É crucial ter um tom construtivo e chegar a algum tipo de acordo antes das férias de verão".

Os investidores esperam obter mais visibilidade sobre a saúde e as perspectivas de grandes empresas americanas como Coca-Cola, Lockheed Martin e United Airlines, que divulgarão seus ganhos do segundo semestre nesta semana e oferecerão suas perspectivas sobre as operações para o resto do ano. A empresa de tecnologia IBM vai divulgar lucros nesta segunda-feira, após o fechamento de Nova York.