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Bolsas de NY ignoram impeachment de Trump e batem recordes

Rafael Vazquez

O Dow Jones Jones fechou em alta de 0,49%, a 28.376,96 pontos, o S&P 500 subiu 0,45%, a 3.205,37 pontos, e o Nasdaq avançou 0,67%, a 8.887,22 pontos Wall Street ignorou a aprovação do impeachment do presidente americano, Donald Trump, na Câmara dos Deputados, na noite de quarta-feira (18), e deu continuidade ao rali de fim de ano na sessão desta quinta (19). Diante da leitura de que o Senado, controlado pelos republicanos, irá enterrar a tentativa da oposição democrata e com sinalização do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, de que o documento do acordo comercial de “primeira fase” com a China será assinado no início de janeiro, os três principais índices acionários de Nova York fecharam o pregão de hoje com novos recordes mais uma vez.

“Estou muito confiante de que o acordo de primeira fase será assinado em janeiro”, afirmou Mnuchin, em entrevista à rede CNBC.

Assim, o Dow Jones Jones fechou em alta de 0,49%, a 28.376,96 pontos, o S&P 500 subiu 0,45%, a 3.205,37 pontos, e o Nasdaq avançou 0,67%, a 8.887,22 pontos.

“As comparações com o processo de impeachment sofrido pelo presidente Bill Clinton [interrompido no Senado] estão sugerindo a muitos investidores que poderíamos continuar vendo as ações com desempenho superior durante todo o processo”, disse o analista sênior da corretora Oanda em Nova York, Edward Moya. “Durante o processo de impeachment de cinco meses de [Bill] Clinton, que terminou em fevereiro de 1999 [com sua absolvição no Senado], o índice S&P 500 ganhou mais de 26%. Clinton, no entanto, teve muito de seu rali baseado na bolha das pontocom, enquanto o de Trump está baseado em estímulos massivos dos bancos centrais em todo o mundo”, observou Moya.

O bom humor dos investidores também contou com a contribuição da queda, em 18 mil, dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA na semana passada, para 234 mil, mostrando que o mercado de trabalho americano segue boa trajetória. Já o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia caiu de 10,4 pontos para 0,3 pontos em dezembro, aquém da expectativa que era de 8,0 pontos, atingindo o menor nível em seis meses.

Dos 11 índices setoriais do S&P 500, oito fecharam em alta, com destaque para o avanço de 0,88% das ações imobiliárias e de 0,73% do setor de comunicação. O setor de tecnologia também teve um dia positivo com alta de 0,61% ajudado em grande parte pela subida de 2,66% da Cisco Systems, depois que analistas do banco Barclays sugeriram que a queda recente de 17% nos preços dos papéis da empresa pode ser uma oportunidade para os investidores.

A Micron Technology também subiu 2,81% na Nasdaq depois de a fabricante de chips sinalizar uma recuperação em seus negócios em 2020 e informar que recebeu licenças para fornecer alguns produtos à chinesa Huawei.

Já as ações do Uber recuaram 0,46%. A empresa chegou a um acordo com a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA, após a agência ter descoberto que a companhia havia permitido uma cultura de assédio sexual, além de retaliação contra pessoas que denunciavam os casos.

No índice de blue chips do Dow Jones, a Nike fechou o pregão em alta de 0,58% antes de a companhia reportar, depois do fechamento do mercado, os resultados financeiros do segundo trimestre do seu ano fiscal de 2020, encerrado no último dia 30 de novembro. A receita da empresa aumentou 10% para US$ 10,3 bilhões no período.