Bolsas de NY fecham sem rota comum por dados mistos

As Bolsas de Nova York registraram mais uma sessão volátil nesta sexta-feira, encerrando o pregão em direções divergentes, mas com variações pequenas. O mercado ficou sem direção em meio a indicadores econômicos mistos e com os investidores evitando fazer grandes apostas antes do feriado do Dia do Presidente, na segunda-feira (18).

O índice Dow Jones ganhou 8,37 pontos (0,06%) e fechou a 13.981,76 pontos. Na semana, entretanto, houve queda de 0,08%. O Nasdaq recuou 6,63 pontos (0,21%), encerrando a 3.192,03 pontos. Na semana, a perda ficou em 0,06%. O S&P 500 teve queda de 1,59 ponto (0,10%), terminando a sessão a 1.519,79 pontos. Mesmo assim, o indicador acumulou alta de 0,12% na semana.

Mais cedo o Federal Reserve de Nova York informou que seu índice de atividade industrial regional Empire State avançou mais do que o esperado em fevereiro e sinalizou a retomada da expansão manufatureira, após seis meses de contração. Também agradou aos investidores o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, que ficou em 76,3 na leitura preliminar de fevereiro, ante 73,8 no resultado fim de janeiro. O dado veio acima da leitura de 75,0 esperada por analistas. Por outro lado, a produção industrial norte-americana apresentou uma queda inesperada de 0,1% em janeiro ante o mês anterior, contrariando uma previsão de alta de 0,2%.

Na Europa, o destaque foi o superávit comercial da zona do euro em dezembro, que somou 11,7 bilhões de euros e foi o maior para o mês desde 1999. O número, no entanto, ficou abaixo do superávit de 13,5 bilhões de euros previsto por economistas. Enquanto isso, ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 se encontraram na Rússia, em meio a discussões sobre guerra cambial e negociações para adiar metas de consolidação fiscal.

Segundo Robert Pavlik, estrategista-chefe de mercado da Banyan Partners, com o S&P 500 em alta de quase 7% este ano, os investidores estão receosos de comprar ações. "O mercado está bem comprado. E existe o receio com os cortes de gastos automáticos programados para entrar em vigor no dia 1º de março", afirmou. "Estamos no que eu acredito que seja um nível justo para o mercado", acrescentou Jack Ablin, diretor de investimento do BMO Private Bank.

Entre as notícias corporativas, o Wal-Mart perdeu 2,15%, após relatos de que as vendas de fevereiro da maior rede de varejo dos Estados Unidos tiveram o pior início de mês em sete anos. As vendas de fevereiro são um "desastre total", disse o vice-presidente da companhia, Jerry Murray, em um e-mail a executivos, segundo informações da Bloomberg. A companhia vai revelar seu balanço do quarto trimestre do ano passado na próxima quinta-feira (21).

O Burger King subiu 4,70%, após divulgar que seu lucro líquido subiu 94% no quarto trimestre do ano passado, para US$ 48,6 milhões (US$ 0,14 por ação), e a receita caiu 30%, para US$ 404,50 milhões. Analistas consultados pela Thomson Reuters previam lucro por ação de US$ 0,15 e receita de US$ 375 milhões. A Kraft Foods, que também divulgou balanço que superou as previsões, avançou 0,02%.

Entre as blue chips, os destaques de queda foram Occidental Petroleum (-2,53%), Dow Chemical (-1,02%) e American Express (-1,04%). No campo positivo, apareceram Coca-Cola (+1,57%), Walt Disney (+1,33%) e PepsiCo (+1,94%). As informações são da Dow Jones.

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