Bolsas de NY fecham em queda com realização de lucro

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira, 23, em dia de foco em balanços corporativos e de um movimento de realização de lucros após o recente rali alimentado pela expectativa de que o Federal Reserve manterá sua política de estímulos até o ano que vem diante dos números fracos do mercado de trabalho americano.

O índice Dow Jones perdeu 54,33 pontos (0,35%), fechando a 15.413,33 pontos. O S&P 500 teve queda de 8,29 pontos (0,47%), encerrando a sessão a 1.746,38 pontos e interrompendo uma sequência de recordes de fechamento. O Nasdaq recuou 22,50 pontos (0,57%), terminando a 3.907,07 pontos.

"Um relatório de emprego fraco é bom para manter a política do FED, mas os números econômicos mais fracos das últimas semanas podem prejudicar os resultados corporativos do quarto trimestre", disse Russ Koesterich, estrategista da BlackRock.

A agenda de indicadores macroeconômicos dos EUA não trouxe nada de peso para a renda variável nesta quarta. O índice de preços das importações norte-americanas subiu 0,2% em setembro ante o mês anterior, em linha com a previsão dos analistas, enquanto os preços de moradias avançaram 0,3% em agosto ante julho, na 19ª alta mensal consecutiva.

Os investidores continuaram focados na intensa agenda de balanços corporativos. As ações da Caterpillar caíram quase 6%, pressionando o Dow Jones, após a companhia reportar lucro e receita abaixo da expectativa de analistas e citar a fraca demanda por equipamentos de mineração.

Já a Boeing avançou mais de 4% após elevar sua projeção de lucro para este ano e superar as expectativas com seus resultados do terceiro trimestre, em meio à força do mercado de aeronaves.

As ações do Netflix também subiram e encerraram com ganho de 2,39%, após a queda de 9,2% na véspera. O executivo-chefe da empresa havia expressado preocupação com o valor da ação após a divulgação de um balanço que superou as expectativas.

De acordo com a provedora de dados FactSet, as companhias do S&P 500 devem ter crescimento no lucro 1,6% maior do que no ano passado. No terceiro trimestre, a alta deve ser de 4,1%.

Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho. Além de resultados corporativos decepcionantes, pesou a notícia de que o Banco Central Europeu (BCE) fará a partir de novembro uma ampla análise dos balanços patrimoniais de 130 instituições financeiras da zona do euro, para tentar descobrir potenciais riscos antes da implementação de uma união bancária na região. Como parte da avaliação, o BCE pedirá aos bancos que separem 8% do capital ajustado pelo risco como proteção contra prejuízos com empréstimos e outros itens de seus balanços. Fonte: Dow Jones Newswires.

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