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Bolsas de NY fecham pior semana em meses com temores sobre coronavírus

André Mizutani

Com as perdas da sessão desta sexta, o Dow Jones encerrou a semana com recuo acumulado de 1,22%, o S&P 500 desvalorizou 1,03% e o Nasdaq, 0,79% Os índices acionários de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira (24), pressionados pelos temores em torno de um surto de coronavírus, que se agrava na China e começa a ser confirmado ao redor do mundo.

O Dow Jones fechou em queda de 0,58%, a 28.989,73 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,90%, a 3.295,47 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,93%, a 9.314,91 pontos. Com as perdas da sessão, o Dow Jones encerrou a sua pior semana desde agosto de 2019, com recuo acumulado de 1,22%. Já o S&P 500 desvalorizou 1,03%, no período, e o Nasdaq, 0,79%. Os dois índices anotaram seus piores resultados semanais desde a semana concluída em 27 de setembro.

Temor com o avanço do coronavírus afeta bolsas globais

O humor dos investidores oscilou entre alívio e preocupação ao longo da semana, acompanhando o noticiário, mas os índices de Wall Street se firmaram em queda hoje, pós o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos confirmar o segundo caso do coronavírus no país. Outros 63 casos em 22 Estados americanos estão sendo investigados como suspeitas de contaminação pelo vírus.

Ainda nesta sexta, a França confirmou dois casos da doença no país, que são também os primeiros na Europa. De acordo com o governo chinês, são 881 casos confirmados, com 26 vítimas letais. A China já colocou pelo menos 13 cidades e cerca de 40 milhões de pessoas em quarentena, de acordo com informações da Bloomberg.

Na semana, apenas três setores do S&P 500 conseguiram anotar ganhos. Dois deles, o de serviços de utilidade pública (+2,40%) e imobiliário (+1,01%), pagam dividendos elevados e são considerados setores mais defensivos. Além deles, as ações de tecnologia subiram 0,31%, estendendo a liderança do setor no acumulado do ano (+6,20%).

Destaques

No fim da sessão, as ações da Boeing melhoraram o sinal e fecharam em alta de 1,66%, depois que a agência Reuters reportou que a Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) pode aprovar a retomada das operações do modelo 737 Max até o meio do ano.

Entre os balanços, a fabricante de chips de computador Intel reportou lucros de US$ 1,58 por ação, superando a expectativa, de US$ 1,25. Além disso, a companhia também reportou um crescimento da receita acima do esperado (de US$ 20,2 bilhões, contra US$ 19,2 bilhões) e revisou suas projeções de vendas e lucros para cima. A ação da empresa fechou em alta de 8,13%, na ponta positiva do Dow Jones.

A American Express, por sua vez, reportou uma queda de 16% nos lucros, a US$ 2,03 por ação, mas o número ainda ficou dois centavos acima da expectativa. A receita da companhia subiu 8% no trimestre, em linha com as estimativas. A ação da empresa subiu 2,85% no dia.