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Bolsas de NY fecham em queda, com sinais mistos sobre acordo EUA-China

Gabriel Roca

O Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,20%, o S&P 500 fechou o dia com perdas de 0,16% e o Nasdaq recuou 0,24% A incerteza ainda elevada sobre a assinatura do acordo comercial de "primeira fase" entre Estados Unidos e China voltou a reforçar a cautela dos investidores na sessão desta quinta-feira (21). As sinalizações mistas emitidas pelas autoridades dos dois países impuseram ao Dow Jones e ao S&P 500 o terceiro dia consecutivo de perdas, o que não ocorria desde julho para o índice de blue chips e desde setembro para o índice amplo.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,20%, aos 27.766,29 pontos, enquanto o S&P 500 fechou o dia com perdas de 0,16%, aos 3.103,54 pontos. O índice eletrônico Nasdaq recuou 0,24%, a 8.506,21 pontos.

Os investidores, que nas últimas semanas passaram a operar de forma mais otimista com o aparente progresso das negociações comerciais entre EUA e China, têm adotado uma postura mais cautelosa nesta semana, com sinais mais claros de que os representantes das duas potências mundiais enfrentam impasses para se chegar a um acordo preliminar.

"O mercado realmente não sabe em que perna se posicionar neste estágio", disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank. "Temos essa montanha-russa, ou roda de hamster, no comércio", afirmou à Dow Jones Newswires.

O "Wall Street Journal" reportou, no início da manhã desta quinta, que o principal negociador comercial da China, o vice-primeiro-ministro Liu He, convidou autoridades americanas para Pequim para uma nova rodada de conversas. A notícia veio após a agência Reuters, na quarta (20), ter informado que a assinatura do acordo deveria ficar apenas para o ano que vem.

Efeito Hong Kong

Como fator adicional de incerteza, a presidente da Câmara dos deputados dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, assinou, hoje, a lei aprovada de maneira quase unânime no Congresso americano em apoio aos protestos por liberdade em Hong Kong. O texto seguirá para a promulgação do presidente Donald Trump, e a expectativa é que a lei seja aprovada.

“A questão de Hong Kong tem potencial para influenciar o processo das negociações comerciais. A China terá que responder, se Trump assinar a lei", disse uma fonte do governo chinês ao jornal "South China Morning Post".

Mesmo em meio ao cenário incerto, as ações têm se mantido próximas de suas máximas históricas. "Embora tenhamos alcançado novos recordes, os ganhos têm sido menores e em volume mais baixo", afirmou Mariann Montagne, gerente de portfólio da Gradient Investments. "Não nos surpreende que tenhamos um pouco de consolidação", afirmou à Dow Jones.

Destaques do pregão

No noticiário corporativo, as ações da Charles Schwab avançaram 7,33%, após a rede CNBC ter informado que a corretora está negociando a compra da TD Ameritrade Holding e que um acordo pode ser anunciado ainda nesta quinta. Os papéis da TD Ameritrade tiveram ganhos de 16,92%, enquanto as ações da concorrente E-Trade Financial caíram 9,33%.

As ações do setor de energia lideraram os ganhos dentro do S&P 500, em alta de 1,63%, na esteira da valorização dos preços do petróleo no mercado internacional. A Exxon Mobil avançou 2,41% e registrou a maior alta diária dentro do índice Dow Jones.