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Bolsas de NY fecham em queda firme semana marcada por avanço de covid-19 nos EUA

Victor Rezende
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Temor de novas medidas de isolamento social fez índices registrarem perdas e elevou a volatilidade nos negócios Os principais índices acionários americanos encerraram o pregão desta sexta-feira em queda expressiva, em um semana cujo noticiário foi marcado pelo aumento do número de casos confirmados de covid-19 nos Estados Unidos. O temor de novas medidas de isolamento social na maior economia do globo ou de adiamento do processo de retomada da atividade fez com que os índices registrassem perdas na semana e elevou a volatilidade nos negócios. Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou a sessão de hoje em queda de 2,84%, aos 25.015,55 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 2,42%, para 3.009,05 pontos. Na semana, os índices perderam, respectivamente, 1,45% e 1,16%. Já o índice eletrônico Nasdaq perdeu 2,59% hoje e subiu 2,82% na semana, ao chegar ao fim do pregão com 9.757,22 pontos. Diversos estados, incluindo Texas, Arizona, Flórida e Carolina do Sul viram a quantidade de casos confirmados aumentar em mais de 30% na semana, de acordo com dados da Universidade John Hopkins. As preocupações aumentaram nesta sexta-feira, depois que o governador do Texas, Greg Abott, decretou o fechamento de alguns bares para conter a disseminação do novo coronavírus. Na avaliação do economista-chefe para Américas do Berenberg, Michael Levy, as medidas restritivas no Texas, na Califórnia, na Flórida e em outros estados que enfrentarem um aumento expressivo no número de casos devem compensar a melhora rápida e a recuperação na atividade econômica em Nova York. “Esses desenvolvimentos regionais são consistentes com nossa previsão de que, após uma recuperação inicial acentuada, o crescimento será moderado e desigual até que exista uma vacina”, diz. No pregão desta sexta-feira, é preciso destacar o desempenho negativo observado nas ações de bancos e de outras instituições financeiras, que reagiram negativamente à determinação do Federal Reserve (Fed) para que os bancos limitassem o pagamento de dividendos a acionistas para preservar capital e para impedir recompras de ações no terceiro trimestre. Os papéis do Goldman Sachs desabaram 8,70%, os do Wells Fargo despencaram 7,38% e os do Citigroup cederam 5,88%. Já as ações da Nike caíram 7,59% depois que a empresa informou uma queda de 38% nas vendas em seu quarto trimestre fiscal, na comparação com o mesmo período do ano anterior, diante do fechamento em massa de lojas físicas em meio à pandemia. AP