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Bolsas de NY fecham em forte alta; Nasdaq supera máxima histórica

Valor

O índice eletrônico avançou 2,10% e anotou novo recorde de fechamento aos 9.467,97 pontos; Dow Jones fechou aos 28.807,63 pontos e o S&P 500, aos 3.297,59 pontos Os índices acionários em Nova York encerraram a sessão em alta consistente nesta terça-feira (4), impulsionados pela perspectiva de que os estímulos fiscais e monetários concedidos pelo governo chinês vão amenizar os impactos econômicos do surto de coronavírus no país. Com os ganhos diários, S&P 500 e Dow Jones reaproximaram-se de suas máximas históricas de fechamento e o Nasdaq terminou o dia em novo recorde.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones avançou mais de 400 pontos, fechando o dia aos 28.807,63 pontos, em valorização de 1,44%. Com o ganho, o índice de blue chips voltou ao território positivo no acumulado de 2020; agora sobe 0,94%. O S&P 500 avançou 1,50%, para 3.297,59 pontos, e agora está a cerca de 30 pontos, ou 0,90%, de sua máxima histórica. O índice eletrônico Nasdaq avançou 2,10% e anotou novo recorde de fechamento aos 9.467,97 pontos.

Segundo analistas, dados recentes apontaram que a manufatura global parece estar se estabilizando. Além disso, as medidas do banco central chinês de injetar liquidez no sistema bancário do país nesta semana contribuíram para atenuar algumas das maiores preocupações sobre o crescimento global.

Nos Estados Unidos, o ISM industrial mostrou, na segunda (3), que o setor manufatureiro havia retomado o crescimento em janeiro, após seis meses de contração, e dados mostraram que as encomendas à indústria subiram em dezembro num ritmo mais rápido em mais de um ano.

Enquanto isso, o banco central da China (PBoC) ofereceu recursos no mercado overnight pelo segundo dia consecutivo, à medida que procura incentivar empréstimos a empresas em dificuldades. Segundo dados da Comissão Nacional de Saúde da China, 20.438 pessoas foram infectadas pelo vírus e ao menos 425 morreram.

"Como vimos em muitos outros choques de volatilidade, assim que o mercado se estabiliza por qualquer motivo, como, por exemplo, os banqueiros centrais tomando medidas para estabilizar a economia, isso dá aos investidores confiança para investir novamente em ativos de risco", afirmou Clifton Hill, gerente de portfólio global da Acadian Asset Management, ao MarketWatch.

Outros analistas concordam que a perspectiva de que os bancos centrais seguirão dando suporte à expansão econômica é um fator para a recuperação do mercado. "Nos últimos dez anos, houve o crescimento de uma crença dos investidores de que os bancos centrais farão o que for preciso", disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo Bank. "É nisso que o mercado de ações está apostando. Se isso vai ocorrer novamente, teremos que ver", afirmou ele, à Dow Jones Newswires.

Destaques

A sessão foi de ganhos generalizados entre os setores do S&P 500, com queda apenas no segmento de serviços de utilidade pública (-1,03%). Mesmo com o recuo diário, o setor, que é considerado como defensivo pelos investidores, acumula a segunda maior alta dentre os 11 subíndices do S&P 500 em 2020 (+5,86%), atrás apenas das empresas de tecnologia.

O destaque de alta da sessão foi a Tesla, que deu sequência ao forte rali dos últimos dias e fechou com ganhos de 13,73%. A empresa divulgou resultados otimistas no quarto trimestre, com entregas recorde de carros, o que deu força às ações nos últimos dias. Além disso, muitos analistas atribuem a alta aos vendedores a descoberto ("short sellers"), que apostam contra os papéis e podem ter que cobrir suas posições à medida que as ações da Tesla atingem níveis maiores. Os papéis da montadora acumulam ganhos de 112,05% em 2020.