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Bolsas de NY fecham em alta; S&P 500 e Nasdaq renovam máximas

André Mizutani

O S&P 500 fechou a sessão desta segunda (13) a 3.288,13 pontos e o Nasdaq, a 9.273,93 pontos Os índices acionários de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira (13). O S&P 500 e o Nasdaq anotaram novos recordes históricos, com os investidores à espera da temporada de balanços corporativos do quarto trimestre de 2019 e de mais notícias sobre as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

O Dow Jones fechou em alta de 0,29%, a 28.907,05 pontos, o S&P 500 avançou 0,70%, a 3.288,13 pontos e o Nasdaq subiu 1,04%, a 9.273,93 pontos. Tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq bateram novos recordes de fechamento, enquanto o Dow Jones encerrou a sessão a menos de 50 pontos da máxima anotada na última quinta-feira (9), de 28.956,90 pontos.

Os índices não tiveram nenhum catalisador claro para os avanços, subindo em meio ao bom humor dos investidores, que aguardam mais notícias sobre as negociações entre EUA e China. O Ministério do Comércio da China disse, na semana passada, que uma delegação comercial liderada pelo vice-premiê chinês, Liu He, chegará hoje a Washington para finalizar a primeira fase do acordo comercial, que deve ser assinada na quarta-feira (15).

Temporada de balanços

Os investidores aguardam também o início da temporada de balanços trimestrais. Nesta terça (14), Citigroup, J.P. Morgan e Wells Fargo divulgam seus resultados para o quarto trimestre, mas a expectativa dos investidores é de nova queda nos lucros das empresas que compõem o índice S&P 500.

De acordo com um relatório da FactSet, os lucros devem cair em 2,0% no último trimestre de 2019, na base anual, caindo em quatro trimestres consecutivos pela primeira vez desde o período entre o terceiro trimestre de 2015 e o segundo de 2016. O relatório aponta que das 107 empresas do S&P 500 que divulgaram projeções para os seus resultados trimestrais 73 fizeram alertas negativos para os lucros, enquanto 34 projetaram números positivos.

"As pessoas estão muito interessadas no que as companhias estão dizendo e sobre como elas estão se sentindo sobre as perspectivas para os seus negócios nos próximos anos", disse Susan Schmidt, chefe de ações da Aviva Investors.

Jim Besaw, chefe de investimentos da GenTrust, disse que estará atento à informação de que as companhias estão tendo que elevar salários para atrair funcionários. De acordo com o analista, caso os salários comecem a subir rapidamente, isso poderia fazer com que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) repense os seus planos de manter a meta de juros estável neste ano. "Isso certamente seria problemático para os mercados", diz Besaw. "O fator principal para a alta dos mercados de ações tem sido a política monetária acomodatícia."