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Bolsas de NY fecham em alta, mas Dow Jones e S&P 500 acumulam perdas na semana

Gabriel Roca
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No acumulado semanal, Dow Jones e S&P 500 recuaram 1,75% e 0,63%, respectivamente, enquanto que o índice eletrônico Nasdaq registrou alta de 1,11% Os índices acionários em Nova York registraram um forte movimento de compras na reta final da sessão desta sexta-feira (25), o que levou as ações em Wall Street a um fechamento de ganhos consistentes. No entanto, a valorização diária não foi suficiente para apagar as perdas do Dow Jones e do S&P 500 na semana, a quarta consecutiva para os índices. Os receios de que um novo pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos não seja aprovado antes do fim do ano pesou sobre o sentimento dos investidores nos últimos dias, limitando a demanda por risco no mercado acionário. Vídeo: Segunda onda de casos da covid-19 e o risco fiscal no Brasil derrubam a bolsa Segunda onda de casos da covid-19 e o risco fiscal no Brasil derrubam a bolsa Hoje, na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o Dow Jones terminou em alta de 1,34%, aos 27.173,96 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,60%, a 3.298,46 pontos. O índice eletrônico Nasdaq avançou 2,26%, encerrando pregão aos 10.913,56 pontos. No acumulado semanal, Dow Jones e S&P 500 recuaram 1,75% e 0,63%, respectivamente, enquanto o Nasdaq registrou alta de 1,11%. A alta desta sexta-feira foi novamente impulsionada pelas cinco maiores ações do mercado acionário americano, que representam cerca de um quarto do S&P 500. Os papéis da Apple subiram 3,75% e os da Microsoft avançaram 2,28%. Já os da varejista Amazon subiram 2,49%, enquanto as empresas de comunicação Alphabet e Facebook tiveram ganhos de 1,14% e 2,12%, respectivamente. No recorte setorial, as ações de tecnologia lideraram os ganhos do S&P 500, em valorização de 2,40%. Todos os 11 índices setoriais subiram, com destaque positivo também para os papéis da indústria (+1,49), com a alta de 6,83% das ações da Boeing. Apesar da valorização diária, a continuidade da pandemia de covid-19, as perspectivas de uma recuperação econômica desigual nos Estados Unidos e as incertezas relacionadas à aprovação de um novo pacote fiscal pelos congressistas americanos, bem como a proximidade da corrida presidencial no país, injetaram turbulência nos mercados dos EUA ao longo da semana. "A instabilidade é o mercado tentando descobrir onde estamos", disse Brad McMillan, diretor de investimentos da Commonwealth Financial Network, à Dow Jones Newswires. "Vamos ver mais volatilidade daqui para frente", afirmou. "Termômetro do medo" O VIX, índice da Cboe que reflete as expectativas dos investidores quanto à volatilidade do S&P 500 nos próximos 30 dias, fechou o dia em queda de 7,68%, aos 26,32 pontos, mas acima de sua média de longo prazo de 20 pontos. No início do mês, o indicador, conhecido como "termômetro do medo" de Wall Street, saltou a quase 36 pontos, com as ações de tecnologia dando início a uma forte retração no mercado. "Embora o VIX pareça relativamente moderado em comparação com o pico do início do mês, os participantes do mercado devem permanecer vigilantes e se preparar para potencialmente mais volatilidade no curto prazo", afirmou Han Tan, estrategista de mercados da corretora FXTM. Pacote de estímulos Na semana que vem, os investidores devem continuar monitorando as negociações políticas em Washington, em busca de sinais de progresso sobre outra rodada de discussões referentes a estímulos fiscais no país. Ontem, democratas da Câmara articulavam um pacote de ajuda de US$ 2,4 trilhões, que inclui uma série de itens vistos como de apoio bipartidário. No entanto, analistas afirmam que o caminho para um acordo permanece incerto, enquanto o nervosismo aumenta com a perspectiva de uma eleição presidencial contestada, que pode deixar o resultado da disputa no limbo por semanas. Andrew Smith, estrategista-chefe de investimentos da Delos Capital Advisors, com sede em Dallas, disse ao MarketWatch que está se tornando cada vez mais claro que os investidores realmente precificaram outra rodada de estímulo fiscal. Segundo ele, o ímpeto econômico diminuiu com o término da primeira rodada de suporte. "É importante que a política fiscal tome o bastão da política monetária. Mais estímulos monetários apenas inflarão os ativos de risco. Precisamos enviar cheques de pagamento para pessoas na indústria de serviços", afirmou.