Bolsas de NY fecham em direções opostas; Apple pesa

As Bolsas de Nova York fecharam em direções divergentes nesta quinta-feira. Indicadores econômicos positivos ajudaram o índice Dow Jones, que renovou a máxima desde outubro de 2007 atingida na véspera. Mas a forte queda nas ações da Apple puxou o Nasdaq para o território negativo e fez o S&P 500 terminar a sessão praticamente estável.

O Dow Jones ganhou 46,00 pontos (0,33%) e fechou a 13.825,33 pontos. Já o S&P 500 teve leve alta de 0,01 ponto (0,00%), fechando a 1.494,82 pontos. E o Nasdaq perdeu 23,29 pontos (0,74%), encerrando o pregão a 3.130,38 pontos.

Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caíram 5 mil na semana até 19 de janeiro, para 330 mil, o menor nível em cinco anos. O dado contrariou as previsões dos analistas, de um aumento de 25 mil pedidos, para 360 mil. Já a Markit disse que o índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA subiu para 56,1 na leitura preliminar de janeiro, de 54,0 em dezembro. E o Conference Board divulgou que seu índice de indicadores antecedentes subiu 0,5% em dezembro ante novembro, exatamente em linha com as previsões.

O mercado também recebeu certo suporte da aprovação de um projeto na Câmara dos Representantes na quarta-feira (23) que suspende por três meses o limite legal de endividamento do governo. Nesta quinta, um assessor do líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que a Casa deve votar o projeto na próxima terça-feira (29), e a administração do presidente Barack Obama já informou que deve ratificar o plano.

Na China, o PMI industrial preliminar de janeiro subiu para 51,9, o nível mais alto em 24 meses. Enquanto isso, na Europa a contração na atividade econômica da zona do euro prosseguiu pelo 12º mês consecutivo em janeiro, mas em um ritmo mais fraco graças à recuperação da Alemanha, segundo dados preliminares da Markit. O PMI composto do bloco subiu este mês para 48,2, de 47,2 em dezembro, vindo acima da previsão de 47,6.

Mas o dia foi dominado pela forte queda da Apple. As ações da companhia perderam 12,36%, a US$ 450,50, o menor nível em 11 meses. Na noite passada, a fabricante do iPhone divulgou seu balanço do quarto trimestre de 2012, que mostrou o menor ritmo de crescimento nas vendas em mais de três anos, mesmo com o lançamento de novos smartphones e tablets.

"Os resultados no geral foram bons, não ótimos. Mas o mercado global de celulares cresceu 49% em 2012, o que aponta que a Apple perdeu mercado desde que lançou o iPhone 5", diz Glen Yeung, analista do Citigroup. A Apple sozinha responde por cerca de 10% do Nasdaq Composite, principal índice da bolsa de tecnologia. No S&P 500, a participação da empresa é de 3,6%.

Entre outras empresas que divulgaram balanço aparecem 3M (+0,18%), Xerox (+2,24%) e Bristol-Myers Squibb (-2,61%). Os papéis da Nokia negociados em Nova York perderam 8,19%, depois de a companhia divulgar um balanço positivo, mas informar que vai suspender o pagamento de dividendos. Microsoft e AT&T, que liberaram seus resultados trimestrais após o fim desta sessão, tiveram alta de 0,07% e queda de 0,09%, respectivamente. As informações são da Dow Jones.

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