Bolsas de NY devem abrir em alta, mas com cautela

Os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma abertura em alta, após se firmarem em território positivo com a divulgação dos números do pedidos de auxílio-desemprego e da atividade industrial do meio-oeste. No entanto, o clima é de cautela, já que os investidores aguardam a retomada das negociações sobre o abismo fiscal no país. Na Europa, as bolsas operam sem direção única, em meio à cautela dos investidores com a aproximação do prazo final para o abismo fiscal.

Os legisladores dos EUA retornam ao trabalho nesta quinta-feira, após o recesso reduzido de Natal. Ainda não existem reuniões marcadas, mas provavelmente os líderes do Congresso e a Casa Branca voltarão a discutir um acordo para tentar evitar o abismo fiscal - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que entrarão em vigor no começo do ano que vem caso não haja acordo no Congresso. O presidente Barack Obama interrompeu suas férias no Havaí e deve chegar a Washington hoje.

Embora as negociações tenha chegado a um impasse, os investidores expressaram otimismo que os legisladores norte-americanos conseguirão chegar a um acordo sobre o orçamento.

Declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, na quarta-feira, intensificaram o drama fiscal no país. Ele disse que o governo federal atingirá seu limite legal de endividamento de US$ 16,394 trilhões na próxima segunda-feira. Isso deverá acionar uma série de medidas emergenciais que poderão dar ao governo condições de funcionar até fevereiro ou março, antes de enfrentar uma crise de dívida.

Entre os dados divulgados antes da abertura do pregão, o Departamento de Trabalho dos EUA disse que os pedidos de auxílio-desemprego caíram 12 mil, para 350 mil em bases sazonalmente ajustadas, na semana até 22 de dezembro, contrariando previsões de aumento de 4 mil solicitações.

Em um comunicado separado, o Federal Reserve de Chicago afirmou que o índice de atividade industrial do Meio-Oeste subiu 1,6% em novembro, na comparação com outubro, para 93,7. Na comparação com novembro do ano passado, a alta foi de 7,3%.

Às 13h (de Brasília), serão anunciados os números das vendas de moradias novas em novembro e o índice de confiança do consumidor do Conference Board em dezembro.

No câmbio, o dólar foi pressionado após os dados melhores que o esperado dos pedidos de auxílio-desemprego. Às 12h15 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,3279, de US$ 1,3223 no fim da tarde da quarta-feira em Nova York, após atingir máxima intraday de US$ 1,3286 mais cedo. No entanto, o dólar era cotado no maior nível em mais de 2 anos ante o iene, em 85,93 ienes, de 85,69 ienes ontem, à medida que a moeda japonesa continua a ser afetada pelas expectativas de relaxamento monetário no Japão.

No front corporativo, as ações da Microsoft subiam 0,30% no pré-mercado, um dia após a empresa dizer em seu blog oficial que abrirá seis lojas em vários lugares em 2013.

As ações da Marvell Technology recuavam 3,78%, se dirigindo para abrir o pregão no menor nível desde fevereiro de 2009. A ação recuou 10% no sessão anterior depois que um tribunal determinou uma multa de US$ 1,17 bilhão à empresa por violação de patentes detidas pela Universidade Carnegie Mellon.

Os ADRs da fabricante de chips alemã BCD Semiconductor Manufacturing tinham alta de 94,22% em Nova York com a notícia de que a empresa concordou com a oferta de compra feita pela Diodes no valor de US$ 151 milhões. As ações da Diodes subiam 2,7%. As informações são da Dow Jones.

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