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Bolsas globais sobem na expectativa das eleições americanas e com sinais de recuperação da indústria mundial

ISABELA BOLZANI
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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Cédulas de dólar, moeda oficial americana. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Cédulas de dólar, moeda oficial americana. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os principais mercados globais começaram novembro em tom positivo e encerraram esta segunda-feira (2) em alta, recuperando parte das perdas acumuladas na semana passada.

Nos Estados Unidos, as atenções dos investidores estavam voltadas para as eleições presidenciais no país, que começam nesta terça (3).

Apesar de pesquisas apontarem o democrata Joe Biden como favorito, a disputa ainda está acirrada e uma reeleição do presidente republicano Donald Trump não é descartada pelo mercado.

Segundo analistas, o maior temor está sobre a possibilidade de que o anúncio do resultado seja protelado.

Dependendo do ambiente que se instale na cena política, há risco de algum tumulto nas negociações no curto prazo. No meio e longo prazo, a troca no titular da Casa Branca pode levar a mudanças na gestão de cobrança de impostos, despesas governamentais, relações comerciais e regulamentação.

Também está no radar dos agentes financeiros uma disputa judicial entre os candidatos caso a vitória do novo presidente americano seja apertada.

Segundo analistas, se o resultado da eleição for contestado, com ações mirando, inclusive, uma discussão sobre votos anulados, haverá um aumento no risco político, com efeito sobre as cotações em diferentes segmentos do mercado financeiro.

Caso esse cenário se concretize, investidores tendem a se desfazer de ativos considerados arriscados, como ações, e migrar para os avaliados como mais seguros, como títulos do Tesouro americano e dólar, contribuindo para uma eventual queda nos pregões de Wall Street.

Em relatório recente da Guide Investimentos para seus clientes, analistas afirmaram que, caso Biden saia campeão, investidores poderão esperar mudanças relevantes na política econômica do país.

"Por mais que a pretensão de elevar impostos corporativos se apresente como um risco, existem outros pontos do plano econômico do candidato democrata que criam interessantes oportunidades de investimento. Destacamos impactos relevantes sobre o setor de infraestrutura e energia", escreveu a equipe.

Nesta segunda-feira, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq encerraram em altas de 1,23%, 1,60% e 0,42%, respectivamente.

Já na Europa, a sinalização de uma recuperação na indústria mundial também suprimiu parte das preocupações com o ressurgimento dos casos de Covid-19, que está levando as principais economias do continente a retomarem medidas de isolamento social.

Os principais índices europeus encerraram a sessão desta segunda em altas significativas. O Euro Stoxx 50 subiu 2,07%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,39%.

Outros destaques ficaram com o FTSE MIB italiano, que teve alta de 2,55%. O CAC (França) e o DAX (Alemanha) - índices de duas das principais economias que reestabeleceram o lockdown - tiveram ganhos de 2,11% e 2,01%, respectivamente.

Com forte peso de empresas exportadoras, as indústrias alemãs registraram um crescimento recorde de novos pedidos em outubro, com os números também melhorando outras economias da zona do euro.

Além disso, dados da China e dos Estados Unidos também apontaram para a retomada da atividade manufatureira, impulsionando setores cíclicos como petróleo e gás, bancos e seguradoras e empresas químicas na Europa.

Os preços do petróleo também terminaram no território positivo nesta segunda-feira. O preço do Brent, principal referência da commodity, subiu 3,16% nos contratos com vencimento para janeiro de 2021, cotado em US$ 39,14 (R$ 225,91).

Já o preço do petróleo americano WTI (West Texas Intermediate, petróleo mais refinado produzido nos EUA), teve alta de 3,32% nos contratos com vencimento para novembro deste ano, para US$ 36,98 (R$ 213,44).