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Bolsas globais caem refletindo desaceleração da retomada

JÚLIA MOURA
·3 minutos de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os principais mercados globais operam com viés negativo nesta quinta-feira (15), após dados apontarem para uma desaceleração na recuperação das economias, inclusive nos Estados Unidos, e aumento de casos de Covid-19 na Europa, que levaram a novas restrições. O Ibovespa chegou a cair 1,6% nesta sessão. Por volta das 14h40, amenizou queda e opera estável, a 99 mil pontos. O dólar, que foi a R$ 5,65, também opera estável, a R$ 5,60. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) teve alta de 1,06% em agosto na comparação com julho, de acordo com dado dessazonalizado. A expectativa de economistas era de uma alta de 1,6%, segundo pesquisa da Reuters e de 1,7% segundo estimativas coletadas pela Bloomberg. Sobre agosto de 2019, o IBC-Br apresentou contração de 3,92%, menos do que o esperado pelo mercado, e, no acumulado em 12 meses, teve recuo de 3,09%. Segundo Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, a atividade deve continuar a se recuperar nos próximos meses, apoiada pela flexibilização gradual do distanciamento social, estímulos fiscais adicionais, recuperação nos preços de matérias-primas e crescimento global firmado, mas em compasso mais lento. "No entanto, um quadro viral interno de Covid-19 ainda muito complexo, um mercado de trabalho muito fraco e a expectativa de eliminação de algumas das atuais medidas de apoio fiscal devem suavizar o ritmo da recuperação", escreveu Ramos em relatório a clientes. Nos Estados Unidos, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou inesperadamente na semana passada, totalizando 898 mil, de 845 mil na semana anterior, segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA divulgados nesta quinta. Economistas consultados pela agência Reuters esperavam 825 mil solicitações de auxílio para a última semana. Os ganhos do mercado de trabalho com a reabertura das empresas estão diminuindo e economistas preveem desaceleração das contratações até o final de 2020 e em 2021, se não houver outro pacote fiscal, que depende de um acordo entre republicanos e democratas. Segundo o líder republicano na Câmara, Kevin McCarthy, um acordo não deve ser celebrado antes das eleições presidenciais, em 3 de novembro, enquanto a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, estiver envolvida nas negociações, pois ela seria um obstáculo para se chegar a um consenso. "Não importa qual seria a nossa resposta, porque a presidente da Câmara negou qualquer coisa", disse McCarthy quando perguntado se o presidente Donald Trump inflaria a proposta do pacote de ajuda para mais do que o US$ 1,8 trilhão (R$ 10 trilhões) inicialmente planejado. Em Wall Street, S&P 500 recua 0,5%, Nasdaq 1%, e Dow Jones, 0,2%. Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as maiores empresas da região, recuou 2%. A Bolsa de Londres caiu 1,7%. Paris teve queda de 2% e Frankfurt, de 2,5%. Nesta quinta, a cidade de Londres proibiu reuniões em espaços fechados para conter alta de casos de Covid-19 a partir de sábado (17). A capital e mais algumas cidades britânicas foram colocadas na categoria de risco "alto" pelo governo. Além disso, prossegue o veto a reuniões com mais de seis pessoas --incluindo crianças-- ao ar livre e o fechamento de bares e restaurantes às 22h. As taxas de infecção estão dobrando em Londres a cada 10 dias. O Reino Unido é o país mais afetado da Europa pelo coronavírus, com mais de 43 mil mortes. O número de contágios aumentou rapidamente nos últimos dias, com quase 20 mil casos a cada 24 horas. Na quarta (14), o balanço oficial registrou 137 óbitos. A França também anunciou toque de recolher em Paris e outras cidades. "A recente piora do quadro sanitário tem forte potencial de protelar o ritmo de recuperação econômica, que já dá constantes sinais de acomodação", escreveu a equipe de analistas da Guide Investimentos em relatório.