Bolsas europeias sobem com dados da China e dos EUA

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por dados dos Estados Unidos e da China, mas tiveram queda na semana, em meio às expectativas com a reunião do Banco Central Europeu (BCE), que ocorreu ontem. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 1,22%, fechando a 287,34 pontos nesta sexta. Na semana, entretanto, houve retração de 0,30%.

A China, que neste sábado (09) inicia o feriado do Ano Novo Lunar e cujos mercados só voltarão a operar no próximo dia 18, teve superávit comercial de US$ 29,2 bilhões em janeiro, menor que o saldo positivo de US$ 31,6 bilhões verificado em dezembro, mas acima dos US$ 26,6 bilhões projetados por analistas. Além disso, as exportações chinesas deram um salto de 25% no mês passado, enquanto as importações subiram 29%, ambos resultados bem superiores aos de dezembro.

O dado de inflação ao consumidor da China também foi bem recebido, com a taxa anual desacelerando para 2% em janeiro, de 2,5% no mês anterior, em linha com a previsão de economistas.

Já nos EUA, o déficit comercial recuou 21% em dezembro ante o mês anterior - a maior queda em quase quatro anos -, para US$ 38,5 bilhões, quando a previsão era de US$ 45,5 bilhões. Na Alemanha, as exportações em 2012 subiram 3,4%, atingindo o nível recorde 1,097 trilhão de euros.

Em Bruxelas, líderes da União Europeia chegaram na tarde desta sexta-feira a um entendimento para o novo orçamento plurianual da região, após reunião de cúpula iniciada na quinta-feira (07) em Bruxelas. "Acordo fechado!", escreveu o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em sua conta no Twitter, sem fornecer mais detalhes. Mais cedo, uma fonte havia afirmado que a proposta apresentada por Rompuy previa um limite para os novos gastos da UE em 960 bilhões de euros. O valor é mais baixo do que o montante de 1,03 trilhão de euros que a Comissão Europeia, braço executivo da UE, propôs anteriormente.

Nesse cenário, o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 1,35% e fechou a 3.649,50 pontos. Na semana, entretanto, o indicador perdeu 3,29%. Os bancos tiveram bom desempenho hoje (BNP Paribas +2,36%, Credit Agricole +6,92% e Société Générale +2,88%).

Em Londres, o índice FTSE ganhou 0,57%, fechando a 6.263,93 pontos. Na semana, a queda ficou em 1,31%. Elevações nas recomendações de corretoras impulsionaram as ações da Aggreko (+1,99%), Anglo American (-1,83%) e Land Securities (-1,69%).

Já na Bolsa de Frankfurt o índice DAX teve alta de 0,81%, encerrando a sessão a 7.652,14 pontos. No acumulado da semana a retração ficou em 2,31%. Os destaques de alta nesta sexta foram E.ON, com avanço de 2,72%, e Daimler, que teve valorização de 2,91%. Já a Lanxess perdeu 1,18%, depois da forte alta de ontem em meio a rumores de que a empresa poderia receber uma oferta de compra da Dow Chemical.

Em Madri, o índice IBEX-35 teve alta de 2,00% e fechou a 8.174,90 pontos. Mesmo assim, na semana houve baixa de 0,67%. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, subiu 0,29%, a 6.133,01 pontos. No acumulado da semana houve retração de 1,94%. E na Bolsa de Milão o índice FTSE-Mib avançou 1,40%, a 16.630,50 pontos. Na semana, a queda ficou em 3,97%. As informações são da Dow Jones.

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