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Bolsas europeias sobem com percepção de que pior fase do coronavírus passou

Rafael Vazquez

Movimento acontece a despeito de dados piores do que o esperado sobre produção industrial na zona do euro As principais bolsas europeias operam novamente em alta nesta quarta-feira, depois dos recordes da véspera no índice Stoxx Europe 600 e no DAX, de Frankfurt, e a despeito de dados piores do que o esperado sobre produção industrial na zona do euro.

A cifra de mortos pelo coronavírus na China subiu de 1.017 para 1.113 e a de contaminados aumentou em 2.015 casos, para 44.653. No entanto, os investidores assumiram a postura de que o pior já ficou para trás e demonstram esperança de que o banco central da China (PBoC) lançará mais estímulos para reduzir os danos da epidemia sobre a economia.

"Os investidores estão considerando que Pequim está começando a controlar a situação e, por isso, as ações estão ganhando terreno", disse em nota o analista da CMC Markets, David Madden.

Perto das 8h20, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 operava em alta de 0,47%, a 430,48 pontos, em nova máxima histórica intradiária.

O DAX, índice de referência da Bolsa de Frankfurt, também seguia no ritmo de recordes e subia 0,81%, a 13.736,02 pontos – igualmente em nova máxima histórica intradiária.

Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 ganhava 0,42%, a 7.530,86 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, subia 0,41%, a 6.079,51 pontos, o FTSE MIB, da Bolsa de Milão, avançava 0,78%, a 24.881,39 pontos, e o Ibex 35, em Madri, ganhava 0,59%, a 9.941,00 pontos.

Hannelore Foerster/Bloomberg

O desempenho demonstra que os investidores ignoraram a queda na produção industrial da zona do euro e da União Europeia em dezembro. Embora o declínio já fosse aguardado, os dados vieram piores do que a expectativa.

No noticiário corporativo, destaque para a alta de mais de 5% das ações da Heineken, depois que a cervejaria holandesa superou as previsões com um aumento de 14% no lucro de 2019 e projetou um crescimento orgânico de lucro operacional de meio dígito para este ano. A empresa acrescentou que é muito cedo para avaliar qualquer impacto do coronavírus.

No lado negativo, destaque para as ações do ABN Amro, que caíam mais de 5% depois que o banco holandês desapontou os investidores com uma queda na receita operacional no quarto trimestre.