Mercado fechará em 5 h 21 min

Bolsas europeias quebram sequência de baixa e sobem impulsionadas por BCs

Rafael Vazquez

Mercados reagem aos estímulos anunciados pelo Fed na segunda e pelo BoJ nesta terça As bolsas europeias operam em forte alta nesta terça-feira, com as preocupações do dia anterior sobre o ressurgimento de casos de coronavírus na China e nos EUA sucumbindo ao bom humor impulsionado por novos estímulos do Federal Reserve (Fed) e também do Banco Central do Japão (BoJ).

Após cair em cinco das últimas seis sessões, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 operava por volta das 12h em alta de 3,00%, a 363,70 pontos, enquanto o DAX, referência da Bolsa de Frankfurt, subia 3,28%, a 12.302,50 pontos, o FTSE 100, de Londres, avançava 3,06%, a 6.250,30 pontos, e o CAC 40, de Paris, ganhava 3,03%, a 4.961,72 pontos. Na Bolsa de Milão, os ganhos do FTSE MIB eram de 3,57% e, em Madri, o Ibex 35 subia 3,41%.

Bloomberg

O Fed anunciou ontem, depois que os mercados europeus já estavam fechados, que começará a comprar uma carteira ampla e diversificada de títulos corporativos individuais, e não somente fundos negociados em bolsa (ETFs) como havia sido informado anteriormente. Além disso, o Banco do Japão estendeu na terça-feira seu pacote de empréstimos corporativos de US$ 690 bilhões para cerca de US$ 1 trilhão.

“Se havia alguma dúvida sobre a benevolência dos bancos centrais ou governos de todo o mundo para cobrir as costas da Main Street, deixe esse medo de lado. As torneiras estão abrindo mais rápido do que nunca, e os investidores estão tropeçando um no outro para comprar qualquer ação em oferta hoje incentivada pelo argumento da parede de dinheiro. Os investidores pressionaram incansavelmente o botão comprar nesta manhã”, escreveu em nota a clientes o estrategista-chefe da AxiCorp, Stephen Innes.

“Com os temores da segunda onda [de covid-19] desviados, os investidores estão tendo visões da economia voltando a todos os sistemas pré-pandêmicos e se divertindo com o estímulo global incompreensivelmente grande que acabará por encontrar seu caminho em todos os ativos líquidos imagináveis”, acrescentou Innes.

Com os bancos centrais no foco, ganha ainda mais importância o acompanhamento atento do depoimento semestral do presidente do Fed hoje no Senado americano, hoje, e amanhã na Câmara dos Deputados.

Separadamente, a Casa Branca está considerando uma proposta de gastos em infraestrutura de US$ 1 trilhão, de acordo com uma matéria publicada pela agência Bloomberg.

No noticiário corporativo, destaque para a abertura de investigações da União Europeia contra a Apple por supostas práticas antitruste. A Comissão Europeia, o braço executivo da UE, disse que avaliará se as regras da Apple para desenvolvedores de aplicativos na distribuição por meio da App Store violam as regras de concorrência do bloco.

Embora as empresas possam colocar seus aplicativos na App Store sem nenhum custo, a Apple cobra 30% das empresas nas compras por meio do aplicativo e 30% nas assinaturas do primeiro ano, taxa que depois vai para 15%.

O Spotify, que concorre diretamente com a Apple Music, considera a prática injusta e apresentou uma queixa formal em março de 2019. A Kobo, uma empresa de leitores eletrônicos que concorre com a Apple Books, também registrou uma queixa.